Republicanos reforçam decisão de não reconhecer Biden: 'A eleição não acabou'


Guilherme Venaglia, da CNN, em São Paulo
09 de novembro de 2020 às 19:15 | Atualizado 09 de novembro de 2020 às 19:40

 

Em pronunciamento na tarde desta segunda-feira (9), lideranças do Partido Republicano endossaram a posição do presidente Donald Trump de não reconhecer a derrota para o democrata Joe Biden nas eleições presidenciais de 2020.

Segundo o gerente-geral da campanha de Trump, Matthew Morgan, a desconfiança do partido com o resultado das eleições se deve ao que veem como uma disparidade de tratamento entre fiscais democratas e republicanos durante a contagem dos votos.

Morgan diz que o partido continuará apresentando ações para promover a revisão e recontagem e para questionar procedimentos. "Esta eleição ainda não acabou", disse o advogado, que trabalhou durante o atual mandato como assessor de Trump e do vice-presidente Mike Pence.

Matthew Morgan, membro da equipe jurídica da campanha de Donald Trump (09.nov.20

Matthew Morgan, membro da equipe jurídica da campanha de Donald Trump (09.nov.2020)

Foto: CNN Brasil


Na sua fala em nome do atual governo, a porta-voz da Casa Branca, Kayleigh McEnany, apontou a Pensilvânia como foco das atenções. Ela alegou que os fiscais republicanos "estavam no escuro e não conseguiam observar a contagem".

McEnany argumenta que as autoridades locais da Pensilvânia, governada pelo Partido Democrata, atuaram para dificultar a transparência do pleito local. "O que os democratas da Pensilvânia estão acontecendo? Por que não se pode observar a contagem?", questionou.

A Pensilvânia foi decisiva para a vitória de Joe Biden. Segundo a projeção da CNN, o democrata foi eleito presidente e Kamala Harris foi eleita vice-presidente com 279 delegados, contando com os 20 que obteve pela vitória na Pensilvânia. Eram necessários 270 para vencer.