Saiba o que Biden pensa sobre Covid-19, segurança e meio ambiente

Biden foi senador pelo estado de Delaware durante seis mandatos, entre 1973 e 2009, e vice-presidente dos EUA entre 2009 e 2017

Joe Biden durante evento de campanha no estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos
Joe Biden durante evento de campanha no estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos Foto: Kevin Lamarque/Reuters (24.out.2020)

Da CNN

Ouvir notícia

Joseph Robinette Biden Jr., conhecido como Joe Biden, é o candidato do Partido Democrata a presidente dos Estados Unidos nas eleições gerais de 2020.

Biden foi senador pelo estado de Delaware durante seis mandatos, entre 1973 e 2009, e vice-presidente dos EUA entre 2009 e 2017, no governo do presidente Barack Obama. Sua candidata a vice é a senadora Kamala Harris.

Saiba o que Joe Biden pensa sobre assuntos importantes para os Estados Unidos e para o mundo, como a Covid-19, a economia, a segurança pública e o Meio Ambiente.

Assista e leia também:

Trump e Biden correm contra o tempo para conquistar eleitores na reta final
Por que Arizona e Pensilvânia podem decidir a corrida presidencial americana
Vídeo falso sobre Joe Biden tem mais de 1 milhão de visualizações no Twitter

Covid-19

A abordagem de Biden para enfrentar a pandemia inclui oferecer testes gratuitos a todos os norte-americanos. Isto exigiria a contratação de 100 mil pessoas para formar um sistema nacional de rastreamento de contato, bem como o aumento dos locais de testes em drive-thru.

Ele também está pedindo a Trump que use a Lei de Produção de Defesa para aumentar a produção de equipamentos de proteção para profissionais de saúde, suprimentos para testes e outros itens.

O plano de Biden inclui etapas destinadas a ajudar empresas e escolas a reabrir, incluindo apoio financeiro para reter e recontratar trabalhadores, construir centros de melhores práticas para escolas e garantir licença remunerada para qualquer pessoa com coronavírus ou que esteja cuidando de alguém com o vírus.

O ex-vice-presidente também disse que chamaria o doutor Anthony Fauci, o diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas, pouco depois de ser declarado o vencedor das eleições gerais para pedir-lhe que permaneça membro da força-tarefa contra o coronavírus da Casa Branca. Biden disse que determinaria que todos usassem máscaras em público.

Reforma da polícia

Biden disse em junho que ele não apoia os pedidos para “retirar financiamento da polícia” que ganharam força depois das mortes de George Floyd em Minnesota e de Breonna Taylor em Kentucky, cometidas por policiais, entre outros casos. Mas ele apoia alguns dos princípios defendidos pelos proponentes.

O porta-voz da campanha de Biden, Andrew Bates, disse em junho que o ex-vice-presidente apoia “a necessidade urgente de reforma – incluindo financiamento específico para escolas públicas, programas de verão e tratamento de saúde mental dos policiais – para que a corporação possa se concentrar no trabalho de policiamento”.

A campanha de Biden disse que ele defende uma proposta para aumentar os gastos em programas sociais fora dos orçamentos da polícia local, mas também quer mais financiamento para reformas da corporação, incluindo o uso de câmeras acopladas aos policiais e treinamento em abordagens de policiamento comunitário.

Biden pediu um financiamento adicional de US$ 300 milhões (R$ 1,7 bilhão, de acordo a cotação atual) para o programa de Serviços de Policiamento Orientado para a Comunidade, que permitiria a contratação de mais policiais e pagaria pelo treinamento em abordagens de policiamento comunitário.

Crise climática

Em junho de 2019, Biden propôs um plano que gastaria US$ 1,7 trilhão (R$ 9,8 trilhões, de acordo com a cotação atual) para colocar os Estados Unidos no caminho para eliminar o total líquido (e não bruto) das emissões de gases do efeito estufa até 2050.

Sua proposta abrange elementos do ambicioso Green Deal Verde, o amplo plano para abordar a infraestrutura de energia renovável e as mudanças climáticas proposto pela deputada Alexandria Ocasio-Cortez, de Nova York, e busca ir “muito além” dos objetivos climáticos de Obama.

Como parte da proposta, Biden está pedindo o fim dos subsídios aos combustíveis fósseis e a proibição de novas licenças de petróleo e gás em terras públicas. Ele também entraria novamente no Acordo Climático de Paris. O plano deixa para o Congresso decidir qual mecanismo de fiscalização seria usado para exigir que as corporações nos Estados Unidos cumpram as metas de emissões estabelecidas pelo plano de Biden – e penalizá-las se não cumprirem.  

Economia

Impulsionar a classe média é um dos principais pilares da campanha de Biden. Ele frequentemente diz que o país precisa construir uma economia que “recompense o trabalho, não apenas a riqueza”.

Biden quer revogar os cortes de impostos decretados pelo governo Trump e está pressionando por um salário mínimo de US$ 15 (R$ 86, de acordo com a cotação atual) por hora, eliminando acordos de não concorrência para trabalhadores e expandindo o acesso à educação, com faculdades comunitárias gratuitas.

Em uma entrevista à CNN em julho de 2019, Biden disse que aumentaria a alíquota mais alta do imposto de renda de pessoa física para 39,5% e aumentaria a alíquota do imposto corporativo de 21% para 28%.  

Educação

Biden propôs um plano de educação que aumentaria o financiamento para escolas em áreas de baixa renda, ajudaria os professores a pagar empréstimos estudantis e dobraria o número de profissionais de saúde trabalhando nas escolas.

Um elemento central envolve triplicar o financiamento federal de Escolas Título 1 (que atendem áreas de baixa renda), fechando o que sua campanha chamou de lacuna de financiamento de US$ 23 bilhões (R$ 132 bilhões, de acordo com a cotação atual) entre distritos escolares de maioria branca e não-branca.

Em outubro de 2019, Biden revelou um plano que corta obrigações de empréstimos estudantis, renunciando a US$ 10.000 por ano, por até cinco anos, para os que trabalham no serviço público, como professores ou militares.

Ele também garantiria que aqueles que ganham menos de US$ 25.000 não devam nada sobre seus empréstimos federais para estudantes de graduação, enquanto os pagamentos de todos os outros seriam limitados a 5% de sua renda discricionária acima de US$ 25.000 – reduzindo pela metade o limite atual de 10%.

Seus planos enfatizam fortemente a ação governamental. Biden disse em um fórum da Federação Americana de Professores em Houston em maio de 2019 que “a maior parte” de suas propostas educacionais pode se tornar lei mesmo se os republicanos mantiverem o controle do Senado após as eleições de 2020.  

Violência armada

Biden disse em agosto de 2019 que pressionará para proibir as chamadas armas de assalto (como fuzis e rifles), se eleito.

Em um editorial para o jornal The New York Times, Biden – que ajudou a liderar o esforço para banir as armas de assalto na década de 1990 – escreveu que os Estados Unidos têm um “grande problema com armas” e que as armas de assalto, que ele definiu como “armas de fogo de estilo militar projetadas para disparar rapidamente”, são uma ameaça à segurança nacional dos EUA.

Ele também disse a Anderson Cooper, da CNN, que pressionaria por um programa federal de recompra de armas na tentativa de tirar mais armas das ruas.

Ele apoia a verificação universal de antecedentes e disse que as armas de assalto “deveriam ser ilegais. Ponto final”. No primeiro debate entre pré-candidatos democrata, Biden pediu “armas inteligentes” – exigindo que os fabricantes incluíssem medidas biométricas que impediriam o uso de armas por aqueles cujas impressões digitais não foram registradas para aquela arma específica.

Além disso, ele se concentrou firmemente nos fabricantes de armas. “Nosso inimigo são os fabricantes de armas, não a NRA (Associação Nacional de Rifles da América). Os fabricantes de armas”, disse no debate.

Saúde

Em julho de 2019, Biden revelou um plano para a área de saúde que expandiria enormemente os subsídios do Obamacare para tornar mais acessíveis as apólices de seguro privado disponíveis nos pacotes de planos, os chamados exchanges.

O plano também criaria uma nova “opção pública”, semelhante ao Medicare, que as pessoas poderiam comprar. “Vamos acrescentar uma opção pública.

E a opção pública diz que se você tem seguro baseado no empregador ou seguro privado, ou está no exchange, você pode se inscrever para uma cláusula semelhante ao Medicaid/Medicare na lei e não despejar 300 milhões de pessoas no Medicare de uma hora para outra”, disse.

Biden acrescentou que aqueles cobertos por planos de seguro saúde com base no empregador também podem escolher o plano público, se preferirem. “É possível se inscrever e obter esse outro plano. Mas quem quiser o seguro privado pode mantê-lo”.  

Imigração

Biden apoia um caminho para a cidadania de imigrantes sem documentos. Ele também pediu ao Congresso que conceda imediatamente a cidadania a alguns imigrantes sem documentos trazidos para os Estados Unidos quando crianças.

No primeiro debate presidencial democrata, Biden disse que os imigrantes sem documentos e sem antecedentes criminais “não deveriam ser o foco da deportação”.

Em entrevista à CNN em julho de 2019, Biden disse que se opõe à descriminalização da travessia da fronteira sem documentação, algo que outros candidatos na área apoiaram. “Acho que as pessoas deveriam entrar na fila, mas se as pessoas estão vindo porque estão realmente buscando asilo, elas deveriam ter a chance de apresentar seu caso”, disse Biden.  

(Texto traduzido. Clique aqui e leia o original em inglês)

Mais Recentes da CNN