EUA ordenam saída de familiares de funcionários da embaixada na Ucrânia

Comunicado do Departamento do Estado diz que "todos os cidadãos devem considerar a saída devido à ameaça de ação militar da Rússia"

Um soldado ucraniano em uma posição de artilheiro em uma trincheira na linha de frente, em Slov'yanoserbs'k, região de Luhansk, na Ucrânia. Esses soldados acreditam que um ataque russo é inevitável e o esperam em breve
Um soldado ucraniano em uma posição de artilheiro em uma trincheira na linha de frente, em Slov'yanoserbs'k, região de Luhansk, na Ucrânia. Esses soldados acreditam que um ataque russo é inevitável e o esperam em breve Timothy Fadek/Redux for CNN

Costas Pitasda Reuters

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Os Estados Unidos disseram, neste domingo (23), que estão ordenando a saída de familiares elegíveis de funcionários de sua embaixada na Ucrânia e disseram que todos os cidadãos devem considerar a saída devido à ameaça de ação militar da Rússia.

“Em 23 de janeiro de 2022, o Departamento de Estado autorizou a saída voluntária de funcionários contratados diretos dos EUA e ordenou a saída de familiares elegíveis da Embaixada de Kiev devido à contínua ameaça de ação militar russa”, afirmou em comunicado.

As tensões entre a Ucrânia e a Rússia estão em seu ponto mais alto, com um acúmulo de tropas russas perto da fronteira estimulando temores de que Moscou possa iniciar em breve uma invasão. O Kremlin negou que esteja planejando atacar, argumentando que o apoio da Otan à Ucrânia constitui uma ameaça crescente no lado ocidental da Rússia.

O presidente dos Estados UnidosJoe Biden, se reuniu neste sábado (22) com sua equipe de segurança nacional, incluindo o Conselheiro de Segurança Nacional Jake Sullivan e o Conselheiro Steve Ricchetti no retiro presidencial de Camp David para discutir sobre “contínuas ações agressivas russas em relação à Ucrânia“, informou a Casa Branca.

“O presidente Biden foi informado sobre o atual estado das operações militares russas nas fronteiras da Ucrânia e discutiu nossos esforços contínuos para diminuir a situação utilizando da diplomacia e nossa gama de medidas de dissuasão que estão sendo coordenadas de perto com nossos aliados e parceiros, incluindo o envio de assistência de segurança à Ucrânia. O presidente Biden afirmou novamente que se a Rússia invadir ainda mais a Ucrânia, os Estados Unidos irão impor consequências rápidas e severas à Rússia com nossos aliados e parceiros”, acrescentou o comunicado da Casa Branca.

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