Líder de Igreja Ortodoxa da Rússia pede “união” de população com autoridades

Patriarca Kirill, que é próximo de Putin, já fez declarações em defesa das ações de Moscou na Ucrânia e vê a guerra como um baluarte contra a cultura ocidental

Patriarca ortodoxo russo Kirill durante a conferência da Igreja Ortodoxa Russa, no Kremlin em 31 de janeiro de 2019 em Moscou. Kirill, próximo do presidente Vladimir Putin, tornou-se o principal bispo da Igreja Ortodoxa Russa em 1º de fevereiro de 2009
Patriarca ortodoxo russo Kirill durante a conferência da Igreja Ortodoxa Russa, no Kremlin em 31 de janeiro de 2019 em Moscou. Kirill, próximo do presidente Vladimir Putin, tornou-se o principal bispo da Igreja Ortodoxa Russa em 1º de fevereiro de 2009 Mikhail Svetlov/Getty Images

Reuters

Ouvir notícia

O chefe da Igreja Ortodoxa da Rússia pediu, neste domingo (10), para que as pessoas se unam junto às autoridades enquanto Moscou prossegue sua intervenção militar na Ucrânia.

O Patriarca Kirill já fez declarações em defesa das ações de Moscou na Ucrânia e vê a guerra como um baluarte contra uma cultura liberal ocidental, que ele considera decadente.

“Que o Senhor nos ajude a nos unirmos durante este momento difícil para nossa pátria, inclusive em torno das autoridades”, disse Kirill, de 75 anos, durante um sermão em Moscou, segundo a agência de notícias Interfax.

“Que as autoridades se encham de responsabilidade por seu povo, humildade e prontidão para servi-los, mesmo que isso lhes custe a vida”, acrescentou o patriarca, um aliado próximo do presidente Vladimir Putin.

O apoio do patriarca à campanha militar da Rússia, na qual milhares de soldados e civis ucranianos foram mortos, enfureceu alguns dentro da Igreja Ortodoxa da Rússia, bem como em igrejas no exterior ligadas ao Patriarcado de Moscou.

No domingo, ele disse que, quando a população se unir em torno das autoridades, “haverá verdadeira solidariedade e a capacidade de repelir inimigos tanto externos quanto internos”.

A Rússia enviou dezenas de milhares de tropas à Ucrânia em 24 de fevereiro, no que chamou de uma operação especial para destruir as capacidades militares de seu vizinho do sul e expulsar pessoas que chamou de nacionalistas perigosos.

As forças ucranianas montaram uma forte resistência e o Ocidente impôs sanções severas à Rússia, num esforço para forçá-la a retirar suas forças.

Mais Recentes da CNN