Morre primeiro paciente pela variante Ômicron no Reino Unido

Informação foi dada pelo primeiro-ministro Boris Johnson em meio a aumento dos casos com a mutação no país

Denise Odorissida CNN*

em Londres, Reino Unido

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Pelo menos um paciente morreu no Reino Unido após a contrair a variante Ômicron do coronavírus, disse o primeiro ministro Boris Johnson nesta segunda-feira (13).

“Infelizmente, a Ômicron gera hospitalizações, e foi confirmado que ao menos um paciente morreu em decorrência da Ômicron”, disse Johnson aos repórteres durante uma visita a um centro de vacinação de Londres.

“Nós podemos ver a Ômicron aumentando agora em Londres e em outras partes do país. Aqui na capital, ela representa cerca de 40% dos casos. Amanhã, representará a maioria e segue aumentando a todo o momento”, afirmou o primeiro-ministro.

“Então eu acho que a ideia de que esta é de alguma forma uma versão mais branda do vírus – acho que é algo que precisamos colocar de um lado – e apenas reconhecer o ritmo que ela acelera através da população”, complementou Johnson.

O governo britânico confirmou posteriormente a informação do óbito.

Desde que os primeiros casos de Ômicron foram detectados em 27 de novembro no Reino Unido, Boris Johnson impôs restrições mais severas, e no domingo (12) ele pediu que a população fosse tomar a dose de reforço para evitar que o serviço de saúde fosse sobrecarregado.

Neste momento, o recebimento da dose de reforço está permitida para todos os adultos, o que compõe uma força tarefa do governo britânico para vacinar mais pessoas.

Segundo Boris Johnson, a meta é aplicar a dose extra em toda a população ainda em 2021, o que faz com que os serviços de saúde do Reino Unido tenham que dobrar a velocidade atual das aplicações.

O Secretário de Saúde britânico, Sajid Javid, disse que a variante Ômicron estava se espalhando a uma “taxa fenomenal”, e agora era responsável por cerca de 40% das infecções em Londres.

Johnson, que está lidando com boatos de alegadas festas em seu escritório de Downing Street durante o lockdown do ano passado, reiterou na segunda-feira que ele “certamente não quebrou nenhuma regra”.

*Com informações da Reuters

**Publicado por Giovanna Galvani, da CNN

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