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    Prigozhin diz que rebelião na Rússia foi protesto e que recuou para não derramar sangue sobre Moscou

    Esta é a primeira mensagem de áudio do chefe do Grupo Wagner desde o acordo com Belarus para evitar confrontos dentro da Rússia

    O chefe do Grupo Wagner, Yevgeny Prigozhin, divulgou um novo áudio nesta segunda-feira (26) alegando que dois fatores influenciaram na decisão de reverter sua marcha para Moscou, na Rússia.

    Prigozhin disse que queria evitar o derramamento de sangue russo e também afirmou que a marcha era uma demonstração de protesto e não pretendia derrubar o poder no país.

    Esta é a primeira mensagem de áudio de Prigozhin desde que anunciou no sábado (24) à noite que suas tropas estavam voltando “para evitar derramamento de sangue”.

    “Durante a noite, caminhamos 780 quilômetros. Faltam duzentos e poucos quilômetros para chegar a Moscou”, afirmou Prigozhin na última mensagem de áudio, apesar de não haver nenhuma evidência de que suas tropas chegaram tão perto da capital russa. “Nem um único soldado foi morto.”

    “Lamentamos ter sido forçados a atacar aeronaves”, disse ele. “… mas essas aeronaves lançaram bombas e lançaram ataques com mísseis.”

    O objetivo da marcha de suas tropas em direção a Moscou, afirmou, era evitar a “destruição” da companhia militar privada Wagner e “levar à justiça aqueles que, por meio de suas ações não profissionais, cometeram um grande número de erros durante a operação militar especial”.

    Prigozhin disse que a marcha parou quando o destacamento “fez um reconhecimento da área e era óbvio que naquele momento muito sangue seria derramado. Sentimos que demonstrar o que íamos fazer era suficiente”.

    “Neste momento, Alexander Lukashenko estendeu a mão e se ofereceu para encontrar soluções para o futuro trabalho do Grupo Wagner na jurisdição legal”, acrescentou.

    Prigozhin concordou em deixar a Rússia e ir para Belarus no sábado, após um acordo aparentemente negociado pelo presidente belarusso Alexander Lukashenko que acabou com a rebelião armada.

    Segundo o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, Lukashenko havia sugerido o acordo ao presidente russo, Vladimir Putin, para ajudar a resolver o breve motim, durante uma conversa telefônica na manhã de sábado.

    O objetivo seria “evitar o grande derramamento de sangue que inevitavelmente ocorreria se os destacamentos rebeldes continuassem a avançar para Moscou. Esta proposta foi apoiada pelo presidente Putin.”