Nove pessoas são presas em nova etapa da operação Lava Jato no RJ


Da CNN Brasil, em São Paulo
05 de março de 2020 às 07:32 | Atualizado 05 de março de 2020 às 11:22
 

A Polícia Federal realiza uma nova etapa da operação Lava Jato no Rio de Janeiro nesta quinta-feira (5). Até o momento, nove pessoas foram presas, entre elas, Astério Pereira dos Santos, ex-secretário nacional de Justiça do governo de Michel Temer. 

Procurador de Justiça aposentado, Astério foi secretário de Administração Penitenciária entre 2003 e 2006, durante a gestão de Rosinha Garotinho. Ele ocupou o cargo de Secretaria de Justiça de Temer entre março e novembro de 2017, quando pediu demissão após criticar a segurança do RJ.

Além dele, seu filho Danilo Botelho dos Santos e seu sócio Carlson Ruy Ferreira também foram detidos. A lista ainda conta com os empresários Vinicius da Silva Ferreira, Marcelo da Silva Ferreira e Thiago Bustamante Fontoura, e com os advogados Pedro Navarro César e Viviane Ferreira Coutinho Alves. 

Foram apreendidos na operação aproximadamente R$ 100.000,00 em um posto de gasolina, em Duque de Caxias, administrado por dois sócios detinos na ação desta terça-feira (5). Houve transferências da empresa investigada ao estabelecimento, entre 2005 e 2012, de cerca de R$ 3 milhões.

Apreensão de R$ 100 mil pela PF do RJ em operação da Lava Jato

PF apreendeu aproximadamente R$ 100 mil em posto de gasolina cujos sócios são alvo de operação da Lava Jato no Rio

Photo: Polícia Federal/Divulgação (5.3.2020)

Segundo o Ministério Público Federal (MPF) do Rio, Astério e outras 14 pessoas foram denunciadas por envolvimento em esquema de pagamento de propinas a conselheiros do Tribunal de Contas do Estado e por fazerem parte de uma rede de corrupção relacionada às atividades da Secretaria Estadual de Administração Penitenciária.

O dinheiro recebido nesse esquema de corrupção era legalizado por meio do uso de pessoas jurídicas, laranjas e familiares dos envolvidos.

Em nota, a PF informou a operação era composta por seis mandados de prisão preventiva, três de prisão temporária, além de 32 mandados de busca e apreensão. Os mandados foram concedidos pelo juiz Marcelo Bretas, a pedido do MPF. 

O MPF, que também participa da operação, informou que a acusação aborda 15 pessoas “envolvidas no pagamento de propina a conselheiros do TCE-RJ”.

Em 2017, a Lava Jato já havia mirado o TCE fluminense e deteve quase todos os conselheiros do órgão por suspeita de envolvimento no esquema de propina do ex-governador Sérgio Cabral. Segundo as investigações, os conselheiros faziam favores ao ex-governador em troca de uma mesada.