Lava Jato: Ex-secretário nacional de Justiça do governo Temer é preso no Rio


Da CNN Brasil, em São Paulo
05 de março de 2020 às 08:37 | Atualizado 05 de março de 2020 às 14:36

Astério Pereira dos Santos, ex-secretário nacional de Justiça, foi preso nesta quinta-feira (5) em nova etapa da operação Lava Jato, intitulada Titereiro, no Rio de Janeiro. Astério foi detido em casa, no bairro do Leblon, área nobre da cidade.

Procurador de Justiça aposentado, ele ocupou a secretaria no governo de Michel Temer entre março e novembro de 2017, quando pediu demissão após criticar a segurança do RJ. Astério também foi secretário de Administração Penitenciária entre 2003 e 2006, durante a gestão de Rosinha Garotinho, e atuou como Coordenador de Segurança e Inteligência do Ministério Público do Rio de Janeiro de 2007 a 2008. 

Segundo o Ministério Público Federal, o procurador e outras 14 pessoas foram denunciadas por envolvimento em esquema de pagamento de propinas a conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro e por fazerem parte de uma rede de corrupção relacionada a atividades da Secretaria Estadual de Administração Penitenciária do Rio.

Em nota, a Polícia Federal (PF) informou que o dinheiro recebido no esquema de corrupção era legalizado por meio do uso de pessoas jurídicas, laranjas e familiares dos envolvidos.

Foram apreendidos na operação aproximadamente R$ 100 mil em um posto de gasolina, em Duque de Caxias, administrado por dois sócios detidos na ação desta terça-feira (5). 

Até às 13h40, oito dos nove mandados de prisão tinham sido cumpridos pela PF. Uma pessoa ainda é procurada pelas autoridades. São seis ordens de prisão preventiva, três de prisão temporária, além de 32 mandados de busca e apreensão. Os mandados foram concedidos pelo juiz Marcelo Bretas, a pedido do Ministério Público Federal (MPF). 

Apreensão de R$ 100 mil pela PF do RJ em operação da Lava Jato

PF apreendeu aproximadamente R$ 100 mil em posto de gasolina cujos sócios são alvo de operação da Lava Jato no Rio

Photo: Polícia Federal/Divulgação (5.3.2020)