Governo do Ceará pede prorrogação da GLO e permanência de militares


14 de março de 2020 às 15:41
Viaturas da Polícia Militar do Ceará em frente a batalhão durante greve

Viaturas da Polícia Militar do Ceará em frente a batalhão durante greve de policiais em Fortaleza

Crédito: REUTERS/ Lucas Moura

A crise de segurança pública chegou no seu 10º dia no Estado do Ceará. Na última quarta-feira, 26, o governo do estado pediu a prorrogação da permanência de militares do Exército. O prazo inicial da Garantia da Lei e da Ordem (GLO) se encerra nesta sexta-feira, 28.

Convocadas apenas pelo presidente da República, as operações de GLO são acionadas quando os recursos de segurança pública não são mais capazes de oferecer segurança e em casos de situações de pertubação da ordem. De acordo com o decreto, militares agem dentro de uma área específica e por tempo determinado. 

Na tentativa de solucionar a paralisação de parte dos policiais militares do Ceará, os Três Poderes estaduais instalaram uma comissão conjunta na quarta-feira (26) para discutir o tema. O Ministério Público do Ceará, a OAB (Ordem dos Advigados do Brasil) e o Exército brasileiro acompanham as conversas. Os amotinados anunciaram a escolha de um coronel reformado como representante.

A paralisação começou na terça-feira (18) quando falsos agentes de segurança do Ceará invadiram e ocuparam quarteis. A categoria reivindica aumento salarial acima do proposto pelo governador Camilo Santana (PT). A Constituição não permite que militares façam greve, e a paralisação é considerada um motim.

De acordo com informações do balanço divulgado pelo governo cearense, 170 pessoas foram assassinadas no período. Só na segunda-feira (24), foram confirmadas 23 mortes.