Temor do coronavírus faz passageiros usarem máscaras em aeroporto em SP


14 de março de 2020 às 15:55
Passageiro entrevistado utiliza máscara na área de desembarque no Aeroporto

Passageiros usam máscara no Aeroporto de Guarulhos

Crédito: Reprodução/CNN Brasil

Diante do primeiro caso de coronavírus no Brasil, os passageiros que transitaram pelo Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos (SP), não encontram mudanças entre os voos na manhã desta sexta-feira, 28. Entretanto, notaram a presença de um novo item entre os que circulam nos terminais: a utilização de máscaras.

Apesar dos aeroportos brasileiros utilizarem os alertas sonoros sobre o coronavírus nos aeroportos, de acordo com a repórter Bruna Macedo, a rotina nos terminais não foi afetada. Mas para o Tiago, familiar de um passageiro que desembarcava em Cumbica, a prevenção é o melhor remédio. Utilizando máscaras, afirma que decidiu usá-la por cuidado, devido a grande circulação de pessoas no local e reclamou da falta do produto, além do álcool em gel, alegando que “foi até seis farmácias diferentes e não encontrou”.  

Prevenção nos aeroportos

Segundo a orientação passada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para os terminais de embarque e desembarque, os órgãos sanitários serão notificados imediatamente em caso de suspeita - pessoas que estão em vias de desembarque e apresentam sintomas como tosse, febre e dificuldade para respirar.

Em casos de passageiros a bordo, os tripulantes são orientados a informar o comandante do voo se houver suspeita. Este, por sua vez, fará contato com a torre de controle do aeroporto, que acionará a Anvisa.

O passageiro com sintomas será abordado antes do desembarque para a checar a situação. A Anvisa aciona o serviço médico do aeroporto e a vigilância sanitária do município e a equipe vai a bordo para avaliar o paciente. Se o médico descartar o caso, o desembarque dos passageiros é liberado. Caso a suspeita seja mantida, o passageiro doente é removido para um hospital de referência. Os demais passageiros são entrevistados pela vigilância epidemiológica para que possam ser monitorados. A aeronave passa por desinfecção, inclusive dos resíduos efluentes deixados a bordo.