Witzel diz que vai decretar estado de emergência no Rio por coronavírus


Jairo Nascimento* Da CNN Brasil, no Rio
16 de março de 2020 às 19:25 | Atualizado 16 de março de 2020 às 19:34
 
O governador do Rio, Wilson Witzel (PSC)

O governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), anuncia medidas contra o novo coronavírus

Foto: Jairo Nascimento -16.mar.2020/CNN Brasil

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), disse nesta segunda-feira (16) que vai decretar estado de emergência no estado como medida de combate ao novo coronavírus (COVID-19).

Entre as medidas está o fechamento das lojas de shoppings, sendo que as praças de alimentação terão turno reduzido. Bares e restaurantes, segundo o governador, se comprometem em reduzir expediente e orientar os clientes para venda de comida para viagem ou para entrega em casa. Ele pediu que a população evite sair de casa e frequentar praias.

O governo também está estudando medidas para o transporte público. Witzel disse que houve uma redução de 25% de passageiros. Quanto ao uso de medidas mais enérgicas para evitar aglomerações, ele disse que tomaria tal decisão em parceria com governadores dos estados mais populosos, como São Paulo, Minas Gerais e Bahai.

O governo também anunciou que reabrirá, em até 60 dias, mais dois hospitais com expectativa de 600 leitos. Foram comprados 600 respiradores e alugados mais 300 aparelhos.

Na frente econômica, prevendo instabilidade e demissões, o governo se comprometeu a oferecer R$ 320 milhões para crédito financiado a pequenas e microempresas.

Segundo dados divulgados nesta segunda pelo Ministério da Saúde, o estado do Rio tem 31 casos confirmados do novo coronavírus, sendo 29 na capital, um em Niterói e um em Barra Mansa, no Sul Fluminense.

Hospital federal será referência

O Ministério da Saúde vai destinar entre 150 e 200 leitos do Hospital Federal de Bonsucesso, na Zona Norte do Rio, para pacientes infectados com o novo coronavirus. O hospital será referência no tratamento do COVID-19 no estado.

O prazo pra que os leitos sejam disponibilizados não foi definido, mas Marcelo Lambert, representante do ministério no Rio de Janeiro, afirmou que o trabalho está sendo conduzido com celeridade máxima. 


*Colaborou Paula Martini, da CNN Brasil no Rio