Arquidiocese de São Paulo recomenda cancelamento de procissões da Semana Santa

Iuri Pitta
Por Iuri Pitta, CNN  
17 de março de 2020 às 15:52 | Atualizado 17 de março de 2020 às 18:56

O arcebispo de São Paulo, cardeal Dom Odilo Scherer, recomendou nesta terça-feira (17) que sejam canceladas as procissões do Domingo de Ramos e da Sexta-Feira Santa, duas das celebrações mais importantes da Igreja Católica na Semana Santa e na Páscoa, nos dias 5 e 10 abril.

A medida foi tomada em função da pandemia do novo coronavírus e procura seguir as recomendações do papa Francisco, no sentido de manter os fiéis acolhidos sem comprometimento das precauções sugeridas pelas autoridades de saúde.

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As orientações aos bispos auxiliares, padres e diáconos da Arquidiocese de São Paulo relativas às missas e outras atividades pastorais seguem as mesmas dadas quatro dias antes. O arcebispo afirmou que as igrejas devem ser mantidas abertas e limpas, para acolhimento e assistência dos fiéis, mas com as recomendações de que as pessoas mais vulneráveis, como idosos e aqueles com saúde debilitada, sejam encorajadas a rezar em casa, de que as celebrações ocorram em maior número, para evitar grandes aglomerações, e de que o contato físico seja evitado e a comunhão seja recebida, preferencialmente, na mão.

Dom Odilo Scherer também disse que os padres devem continuar o atendimento a pessoas que queiram se confessar, e que os religiosos de mais idade devem redobrar os cuidados relacionados à prevenção do novo coronavírus. As catequeses e demais eventos com reunião de pessoas devem ser reavaliadas com a comunidade paroquial. Em função das medidas de saúde tomadas para prevenção do coronavírus, foi suspensa por tempo indeterminado a assembleia do sínodo arquidioceseano, que reuniria cerca de 400 pessoas.

Na mensagem, o cardeal afirma que a pandemia é “ocasião para viver com maior realismo a Campanha da Fraternidade deste ano: ‘fraternidade e vida, dom e compromisso’.”

“Tenhamos o coração atento às necessidades do próximo, como fez o bom samaritano da parábola: ‘viu, sentiu compaixão e cuidou dele’, disse Dom Odilo Scherer.