Empresas de ônibus temem colapso e perda de 500 mil empregos por coronavírus

Entidade que representa o setor pede 6 meses sem impostos 

Basília Rodrigues
Por Basília Rodrigues, CNN  
17 de março de 2020 às 11:54
Higienizar as mãos com álcool gel é uma das medidas de prevenção contra a doença
Foto: Marcelo Casal Jr/ Agência Brasil

A exemplo das companhias aéreas, donos de empresas de transporte rodoviário também querem ajuda do governo, diante da crise do coronavírus. 

A Associação Nacional das Empresas de Transporte Rodoviário de Passageiros (ANATRIP) soltou um alerta nesta terça-feira em que aponta para queda de 60% do volume de passageiros. O impacto disso coloca em risco 100 mil empregos diretos e 400 mil indiretos. Isso afetaria 80 milhões de usuários de baixa renda.

O tom de alarde é repetido por vários setores da economia, que não consideraram suficientes as medidas anunciadas pelo governo federal até aqui.

Os empresários do setor propõe a suspensão por 6 meses da cobrança do PIS, COFINS e da CIDE, que incidem no óleo diesel. Também reivindicam redução do ICMS, tanto o que incide sobre o óleo diesel como o que é cobrado dos passageiros.

"Diferentemente da atenção dada pelo governo às companhias de transporte aéreo, o nosso setor não recebeu qualquer consideração, apesar de toda a sociedade e o governo em particular, conhecerem o desfavorecimento econômico e a dependência dos usuários dos serviços que prestamos, que não têm outra opção de locomoção até para se tratarem da própria infectação, como, ao contrário, é o caso dos passageiros das companhias aéreas", afirma.