As restrições por causa do COVID-19 e mais notícias da manhã de 20 de março


Da CNN Brasil, em São Paulo
20 de março de 2020 às 06:43 | Atualizado 20 de março de 2020 às 07:02

As restrições dos governos estaduais para evitar a disseminação no novo coronavírus - e a crítica às medidas adotadas pelo presidente Jair Bolsonaro -, a votação no Senado do decreto de calamidade pública, a escalada de casos de COVID-19 no Brasil e o atrito diplomático com a China são os destaques da manhã desta sexta-feira, 20 de março de 2020.

Restrições 

Na tentativa de desacelerar o avanço do novo coronavírus, o comércio de São Paulo baixa as portas a partir de hoje por uma determinação da prefeitura. Já o governo do Rio fechou divisas e restringiu as praias. E no Distrito Federal o atendimento em bancos está suspenso. O governo federal anunciou também que vai restringir a entrada, por via aérea, de estrangeiros de países específicos, como China e membros da União Europeia, via espaço aéreo, a partir de segunda-feira (23). 

Bolsonaro 

Em transmissão ao vivo, ontem (19), nas redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro criticou as medidas restritivas aplicadas por governos e prefeituras. Sem citar nomes, ele argumenta que as decisões podem prejudicar a economia. "Se faltar o emprego, falta o pão em casa e os problemas se avolumam", afirmou.

Calamidade Pública 

Senadores votarão hoje (20) o decreto de calamidade pública, que já foi aprovado pelos deputados. Esta é a primeira votação remota nos 196 anos do Senado. Quem presidirá a sessão será o senador Antonio Anastasia, que substitui o presidente Davi Alcolumbre, diagnosticado com coronavírus.

Mortes 

São 7 o número de mortes confirmadas pelo COVID-19 no Brasil, sendo 5 no estado de São Paulo e 2 no Rio de Janeiro. A Itália registrou ontem (19) um total de 3.405 vítimas, ultrapassando a contagem de 3.242 na China, onde a pandemia se originou. Em todo o mundo, o novo coronavírus já vitimou 8.648 pessoas.

Diplomacia

A publicação feita pelo parlamentar Eduardo Bolsonaro com críticas à China, no Twitter, não agradou a Embaixada da China no Brasil, que respondeu com nota oficial exigindo um pedido de desculpas ao povo chinês. O ministro Ernesto Araújo também publicou nota, argumentando que a resposta da China foi desproporcional e atacou, sem motivos, o presidente Jair Bolsonaro. Em entrevista exclusiva à CNN, o deputado não recuou e a polêmica deve seguir enquanto uma das partes não pedir desculpas.