Quarentena tenta conter avanço do coronavírus pelo interior de São Paulo

Quarentena de 15 dias decretada pelo governador João Doria para todo o estado ajudará prefeitos de cidades ainda não atingidas pela COVID-19

Iuri Pitta
Por Iuri Pitta, CNN  
21 de março de 2020 às 17:05
Municípios do Grande ABC, na região metropolitana de São Paulo, paralisarão sistemas municipais de transporte público; Governador João Doria ampliou quarentena para todas as cidades do estado
Foto: Rovena Rosa - 19.mai.2016/ ABR

A decisão do governador João Doria (PSDB) de decretar quarentena de 15 dias em São Paulo, anunciada neste sábado (21), tem como um dos objetivos conter o avanço do novo coronavírus pelo interior do Estado. A partir de terça-feira (24), será obrigatório o fechamento de comércio e serviços considerados não essenciais até 7 de abril, com possibilidade de renovação deste prazo.

Em reunião com o vice-governador e secretário de Governo, Rodrigo Garcia, e com o titular de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, prefeitos que representavam as 20 regiões administrativas do Estado relataram dificuldades em fazer cumprir medidas de isolamento social em suas cidades.

Isso porque a maioria dos casos confirmados de COVID-19, assim como as 15 mortes divulgadas pelo governo estadual, está concentrada na Grande São Paulo – também há confirmações em Campinas, Hortolância, Jaguariúna, São José dos Campos, São José do Rio Preto e Taubaté, todos com um único registro.

Assim, nas regiões do interior mais afastadas da capital, em que não há registro de infectados pelo coronavírus, os prefeitos vinham observando menor adesão às restrições, ainda que as prefeituras estivessem de acordo com as decisões do governador.

Conforme a lista oficial de casos de COVID-19 no Estado de São Paulo, 20 dos 645 municípios paulistas registraram pelo menos uma pessoa infectada até sexta-feira. Mas esse número vai aumentar. Hoje, por exemplo, o prefeito de Ribeirão Preto, Duarte Nogueira (PSDB), anunciou a confirmação dos cinco primeiros casos na cidade, cuja região metropolitana reúne 1,8 milhão de habitantes.

Para tentar conter o avanço da epidemia, prefeitos de cidades que ainda não registraram nenhum caso da doença já vinham tomando medidas de restrição e isolamento social. “Estamos em linha com o que o governo estadual vem adotando, não só Marília, mas as demais cidades da nossa região”, disse o prefeito Daniel Alonso (PSDB).