Comércios fechados, recessão e mais notícias da manhã de 24 de março


Da CNN em São Paulo
24 de março de 2020 às 06:34 | Atualizado 24 de março de 2020 às 06:44


As lojas fechadas nas capitais de SP e do Rio, a mudança de discurso do presidente Donald Trump sobre isolamento social, a recessão global prevista pelo Fundo Montário Internacional (FMI), a queda no número de mortes e de infectados pelo novo coronavírus na Itália e as novas medidas do governo para tentar conter o desemprego e a queda da economia são os destaques da manhã desta terça-feira (24).

Comércios Fechados

Lojistas da capital paulista calculam grande prejuízo com o início da quarentena. Eles cobram apoio urgente da prefeitura e do governo, principalmente, para preservar um total de 240 mil empregos diretos. No Rio, o prefeito Marcelo Crivella decidiu fechar o comércio por tempo indeterminado.

Estados Unidos

Com perspectivas pessimistas para a economia, o presidente americano Donald Trump cogita voltar atrás na política de isolamento social. "Nós não vamos deixar que a cura seja pior do que o problema. No final do período de 15 dias, vamos tomar a decisão sobre qual caminho queremos seguir", afirmou nesta segunda-feira (23).

FMI

O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê recessão global em 2020, causada pela pandemia do novo coronavírus. A diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, avalia que a situação poderá ser pior do que a sofrida durante a crise financeira global de 2008. Ela elogiou as ações emergenciais tomadas por muitos países para impulsionar os sistemas de saúde e proteger empresas e trabalhadores afetados.

Europa

Na Itália, pelo segundo dia seguido, houve queda no número de mortos e infectados pelo novo coronavírus. A quantidade de mortes registradas nesta segunda-feira (23) foi de 601, frente a 651 registradas no domingo (22) e 743 no sábado. No Reino Unido, o primeiro-ministro Boris Johnson, anunciou medidas de restrição de movimento dos cidadãos.

Medida Provisória

O presidente Jair Bolsonaro voltou atrás no artigo que permitia a suspensão de contratos de trabalho por até quatro meses sem salários. A permissão integrava a Medida Provisória 927/2020, que fixa novas regras trabalhistas durante o estado de calamidade. O presidente discute uma nova medida, dessa vez, segundo o governo, utilizando recursos presentes no Orçamento da União.