Feirantes mudam hábitos para enfrentar o novo coronavírus


Carolina Abelin da CNN, em São Paulo
25 de março de 2020 às 11:40
Feira Livre em São Paulo tem 'área de isolamento' na frente de barraca

Feirante na região da Avenida Paulista criou 'área de isolamento' na frente de sua barraca

Foto: Carolina Abelin/ CNN Brasil

As feiras livres de São Paulo também sofrem alterações durante a quarentena para evitar a disseminação do novo coronavírus, com medidas decretas pela prefeitura por meio do Departamento de Abastecimento.

São três mudanças principais: distância mínima de um metro entre as barracas, proibição do consumo de bebidas e comidas no local e recomendação de que os alimentos estejam embalados.

Segundo os feirantes da Alameda Fernão Cardim, na região da Avenida Paulista, nenhuma orientação foi passada. O uso do álcool em gel e o distanciamento entre os clientes foram iniciativas deles, que estão atentos às notícias.

Para o feirante Rui Dias, o movimento ainda é considerado normal. "Aqui é sempre calmo, nunca tem muita gente junto. Eles vão vindo aos poucos".

A orientação para os clientes é redobrar a atenção com a higienização dos alimentos. A reportagem conversou com o infectologista Marcelo Otsuka, da Sociedade Brasileira de Infectologia. O médico diz que "qualquer produto in natura pode conter o vírus, mesmo não sabendo se esse vírus, apesar de ativo, tem capacidade infectante".

Para lavar frutas, legumes e verduras ele recomenda o uso de hipoclorito de sódio.