Apesar de decisão de Bolsonaro, Brasília continuará a impedir cultos e missas


Basília Rodrigues
Por Basília Rodrigues, CNN  
26 de março de 2020 às 10:58

Em Brasília, igrejas e templos poderão abrir as portas, desde que não realizem missas e cultos. O governo do Distrito Federal informou à CNN, nesta quinta-feira (26), que a proibição de realizar os encontros presencialmente na cidade continua valendo e que irá aplicar multas, em caso de descumprimento, apesar de decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) liberar atividades religiosas da quarentena.

A posição da capital federal pode abrir um precedente para que outros estados continuem a proibir reuniões religiosas.

O decreto federal publicado hoje mobilizou padres e pastores para a retomada de encontros religiosos, já que um decreto distrital impede. 

A Unidade de Assuntos Religiosos do governo do Distrito Federal se reuniu nesta manhã para avaliar os dois textos. 

 

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB)

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB)

Foto: Agência Brasil

O texto do governo federal estabelece que estão liberadas atividades religiosas, desde que sejam obedecidas as recomendações do Ministério da Saúde.

Essa explicação foi considerada vaga por autoridades de Brasília e aberta a interpretações. "Esse decreto não é automático. Vamos manter cultos e missas somente online por uma questão técnico sanitária, para evitar a aglomeração de pessoas. Caso contrário, a fiscalizacao vai agir", afirmou fonte do governo local à CNN.

Na prática, templos e igrejas poderão abrir normalmente mas sem realizar encontros, a menos que virtuais.