Governador de SC volta atrás e sinaliza prorrogação de medidas de isolamento

Na semana passada, Carlos Moisés havia anunciado o retorno de atividades não essenciais, no que chamou de "plano de convívio seguro"

Da CNN, em São Paulo
29 de março de 2020 às 17:44 | Atualizado 29 de março de 2020 às 18:03
Governador de Santa Catarina, Carlos Moisés (PSL), em entrevista para a CNN
Foto: CNN Brasil

O governador de Santa Catarina, Carlos Moisés (PSL), voltou atrás e indicou que deve prorrogar as medidas de isolamento no estado por mais algum tempo. A sinalização foi dada durante reunião com prefeitos neste domingo (29).

Na semana passada, Moisés havia anunciado o retorno de atividades não essenciais em Santa Catarina, no que chamou de "plano de convívio seguro". 

Segundo Moisés, retomada gradual de alguns serviços não essenciais depende da preparação do sistema de saúde para a crise do coronavírus, condicionada à chegada de recursos e EPIs que serão enviados pelo governo federal, além de equipamentos para leitos de UTI que foram comprados pela Secretaria de Estado da Saúde.

“Todas essas questões nos levam a uma posição muito tranquila de que temos que aguardar um pouco mais para colocar em ação o nosso plano de retomada das atividades econômicas. Precisamos estruturar melhor a nossa rede para que não tenhamos o risco de uma sobrecarga do sistema enquanto os equipamentos ainda estão chegando”, disse aos prefeitos neste domingo.

"Essa decisão está tomada, no sentido de colocar a vida em primeiro lugar em Santa Catarina. Haverá efeitos econômicos muito grandes? Sim, mas o estado não pode se omitir em um momento como esse", emendou.

Em entrevista exclusiva à CNN na sexta-feira (27), o governador afirmou não estava retirando a quarentena, apesar de ter dado permissão para que shopping centers, academias, construção civil, bares e restaurantes abrissem. Ele argumentou que continuavam impedidas todas as atividades que envolvessem aglomerações, como cinemas e a realização de cultos, e disse defender a adoção do isolamento ao máximo possível.

"Nosso chamamento é fique em casa, continue mantendo o isolamento. Mas, se você não puder ficar em casa efetivamente, que mantenha as regras sanitárias", disse na entrevista.