Cemitério da vila Formosa abre mais covas em São Paulo neste sábado

Segundo o sindicato dos trabalhadores da administração pública municipal, são sepulturas para as vítimas da COVID-19

Da CNN Brasil*, em São Paulo
18 de abril de 2020 às 13:07 | Atualizado 18 de abril de 2020 às 13:08

Coveiros abrem covas no cemitério de Vila Formosa, em São Paulo

Foto: Divulgação/Sindesp

O Cemitério da Vila Formosa, na zona leste de São Paulo, começou o sábado (18) com uma dezena de máquinas escavadeiras abrindo novas sepulturas. Por volta de 9h30, pelo menos 12 novas máquinas trabalhavam em uma ala do cemitério, abrindo covas, lado a lado.

De acordo com o sindicato dos trabalhadores da administração pública municipal, são sepulturas que estão sendo preparadas para as vítimas da COVID-19.

Na primeira semana de abril, o prefeito Bruno Covas (PSDB) disse que a abertura de novas covas, mostradas em foto publicada pelos jornais O Estado de S. Paulo e The Washington Post, era atividade anual normal, trabalho de antecipação por causa da temporada das chuvas.

Hoje pela manhã, porém, diretores do Sindsesp, que acompanharam a movimentação matinal de abertura das novas sepulturas, afirmaram que as novas sepulturas que estão sendo abertas na Vila Formosa são destinadas às vítimas da COVID-19.

Nesta semana, a Prefeitura fez uma compra de mil gavetas isolantes para envolver caixões de vítimas do coronavírus. A gestão Covas também avalia a necessidade de aquisição de caminhões frigoríficos para abrigar corpos e evitar a criação de gargalos no Serviço Funerário Municipal.

Neste mês, a Prefeitura contratou uma empresa para fornecer mão de obra terceirizada para auxiliar os coveiros da cidade, por R$ 8,9 milhões.

Hospital na Bela Vista 

Ainda neste sábado, a Prefeitura de São Paulo inaugurou o Hospital Municipal da Bela Vista, com 124 leitos para atendimento de pacientes com Covid-19, sendo 29 deles de UTIs. Inicialmente, o hospital funcionará de "portas fechadas", apenas recebendo pacientes vindos de outras unidades de saúde para controle da pandemia.

A expectativa é que número de leitos para COVID-19 aumente conforme novos respiradores sejam entregues à Prefeitura. A junta orçamentária do município liberou R$ 106 milhões para compra de respiradores para os hospitais do município.

O novo hospital é resultado de um investimento de R$ 6,6 milhões, com participação do Ministério da Saúde. O custo com a compra de mobiliário e equipamentos ficou em R$ 8,5 milhões. O prédio era anteriormente ocupado por uma maternidade particular.

Após o período de pandemia, o hospital abrirá ao atendimento geral da população, mas terá prioridade para recebimento de pessoas na região central da cidade.

Testes 

Durante a madrugada, chegou à capital paulista um carregamento de mais 575 mil testes para detecção do novo coronavírus. A carga, que faz parte de uma compra de 1,3 milhão de testes será usada pelo Instituto Butantan para reduzir a subnotificação de pessoas infectadas em São Paulo, onde 928 pessoas já morreram por causa da doença.

Até sexta-feira (17) segundo a Secretaria Estadual da Saúde, 9,4 mil amostras ainda estavam na fila de espera para realização dos testes. O Estado tem 12,8 mil casos confirmados.

"A prioridade (dos testes) é para análise de amostras relativas a óbitos, casos graves e de profissionais da área da saúde", informou o governo do Estado, em nota.

A promessa da gestão João Doria (PSDB) é que possam ser feitos até 8.000 testes por dia, e que o tempo de espera entre a coleta de sangue e a entrega do resultado seja de 48 horas.

*Com informações do Estadão Conteúdo