PM agride comerciante no Piauí; governador admite excesso, mas concorda com ação

Em entrevista à CNN, governador Wellington Dias (PT) disse que abriu investigação sobre o caso

Da CNN, em São Paulo
21 de abril de 2020 às 17:08 | Atualizado 21 de abril de 2020 às 17:48


Viralizou nas redes sociais um vídeo que mostra agentes da força de segurança do estado do Piauí fechando uma loja aberta ilegalmente durante a quarentena. Em seguida, os policiais prendem e imobilizam o lojista, que desmaia. As imagens causaram reações e suscitaram discussões sobre os limites do estado para forçar a população a manter a quarentena.

Em entrevista à CNN, o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), disse que a medida de fechar a loja foi correta por parte dos servidores de segurança, mas que o abuso mostrado no vídeo provocou a abertura de uma investigação sobre o caso.

“Ação foi correta para cumprir a legislação, mas no momento do ato houve abusos. Pelo que vi nas imagens, o comércio não essencial estava aberto, configurando crime. Pelo que escutei da polícia, houve pedido de fechamento que não foi atendido de primeira, depois a solicitação de mostrar documentos do estabelecimento não foi mostrada, dificultando a ação”.

Segundos Dias, o estado age de acordo com normas da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde para tentar mitigar os efeitos da pandemia no sistema de saúde do estado. “Em primeiro lugar, tomamos medidas educativas para pessoas que estão furando a pandemia. Importante lembrar que o Piauí é um dos estados na melhor situação de isolamento social.”

O governador também explicou que o estado já prepara sua reabertura, mas com alguns pré-requisitos para que isso aconteça.

“Cientistas de nosso grupo de retomada estão dizendo que entre 15 de abril a 18 de maio teremos curva elevada no número de pessoas contaminadas, mas se o estado chegar nos dias entre 10 e 18 de maio com declínio no numero de casos, nós podemos fazer a gradação de reabertura. A única coisa que nao queremos é reabrir como Cingapura e Japão, que reabriram e tiveram que voltar atrás.”