Governador do Distrito Federal adia reabertura do comércio para 11 de maio

Distrito Federal já registrou 1.275 casos da COVID-19 e 28 mortes.

Da CNN, em São Paulo
30 de abril de 2020 às 00:07 | Atualizado 30 de abril de 2020 às 01:35
 Medida exige que população do DF use máscaras ao sair de casa.
Foto: Ueslei Marcelino - 21.abr.2020/Reuters

A reabertura do comércio no Distrito Federal foi adiada para, pelo menos, dia 11 de maio, de acordo com decisão do governador Ibaneis Rocha (MDB), anunciada nesta quarta-feira (29). Inicialmente, o governo havia anunciado retomada das atividades para o próximo domingo (3). 

Até esta quarta-feira, o Distrito Federal havia registrado 1.275 casos da COVID-19 e 28 mortes, segundo boletim divulgado pelo Ministério da Saúde. O governador Ibaneis já havia sinalizado que só iria afrouxar a quarentena com aval de sua secretaria de Saúde

Leia também:

Brasília flexibiliza isolamento e autoriza reabertura imediata de escritórios

Justiça dá 48h para governo Bolsonaro e o do DF explicarem fim de isolamento

A partir de quinta-feira (30), a população do DF terá que usar máscaras ao sair de casa. O governo, no entanto, adiou a aplicação de multas para quem descumprir esta medida. 

Por meio de nota, a Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob) informou que, devido à decisão de adiar a abertura do comércio, os usuários do Sistema de Transporte Público Coletivo do Distrito Federal (STPCDF) ainda poderão circular nos ônibus sem a obrigatoriedade do uso da máscara de proteção individual. As operadoras do sistema de transporte foram orientadas a não impedir o embarque de passageiros que não estiverem utilizando o item de proteção. 

Justiça Federal questionou o fim do isolamento


Nesta semana, a Justiça Federal do Distrito Federal deu prazo de 48 horas para a União e o governo do Distrito Federal explicarem por que o isolamento social em Brasília iria acabar no dia 3 de maio. 

O Ministério Público Federal, Ministério Público do Trabalho e Ministério Público do Distrito Federal declararam que "é consenso entre especialistas que ainda não atingimos o pico da doença no Brasil e em Brasília". Somente na capital federal, já há mais de 1.200 casos confirmados e, ao menos, 27  mortes”, citando dados anteriores.

A juíza federal titular da terceira vara, Kátia Balbino, cobrou evidências científicas e números de que Brasília teria capacidade para atender novas vítimas.

"Deverá o Distrito Federal informar, necessariamente, a quantidade de leitos disponíveis, especificando os de UTI devidamente aparelhados. No mesmo sentido, "deverá a União, necessariamente, informar eventuais estudos direcionados ao Distrito Federal e que se relacionem à redução do distanciamento social, bem como informações que digam respeito às medidas para o combate à COVID 19".

Pouco a pouco, Brasília já estava voltando a funcionar, apesar do quadro crescente de coronavírus no país. Houve a flexibilização da abertura de escritórios de advocacia, contabilidade, engenharia, arquitetura e imobiliárias, que foram autorizadas a operar normalmente, a partir de autorização dada nesta quarta-feira (22) pelo governo do Distrito Federal.