Debate 360 discute o depoimento de Valeixo com André Figueiredo e Filipe Barros

Com o depoimento de Maurício Valeixo, realizado pela Polícia Federal nesta segunda-feira, o debate 360 debateu a implicações da fala com Bolsonaro e Moro

Da CNN, em São Paulo
11 de maio de 2020 às 19:42

Com o depoimento de Maurício Valeixo, realizado pela Polícia Federal nesta segunda-feira (11), o CNN 360º chamou os deputados federais André Figueiredo (PDT-CE) e Felipe Barros (PSL-PR) para debater os fatos novos da investigação sobre possíveis ingerências do governo federal na PF.

Para Figueiredo, as declarações do ex-diretor geral da PF vão ao encontro das falas e acusações de Sergio Moro de que “Bolsonaro quis fazer ingerências na superintendência da PF do Rio de Janeiro”, e que isto prova que o presidente foi “além de suas atribuições”. Ele ainda reitera que discorda de algumas atitudes de Moro no passado e que as investigações são importantes para “passarmos este período”.

Já Filipe Barros lembra que é prerrogativa do presidente a nomeação para o cargo de diretor geral da PF, mesmo admitindo que no início do mandato Bolsonaro abriu mão desta função e deu a Moro a função. Ele também relembra da amizade entre Valeixo e o ex-ministro da Justiça, tornando a nomeação ilegal. A decisão do ministro do STF Alexandre de Moraes, que vetou a nomeação de Valeixo sob a alegação de que quebrava o princípio da impessoalidade, também se aplicaria. “Moro colocou sua biografia acima do país e sair do Ministério da Justiça”.

André voltou a defender a importância da investigação para que os dois lados coloquem a situação a limpo, mas diz que os indícios até o momento “deixam claro que a motivação de demitir Valeixo” foi para “emplacar um amigo de seus filhos, e não por interesse público”.

Para Filipe, o princípio de impessoalidade também foi burlado por Moro. “A impessoalidade também não foi cumprida por Moro ao indicar seu amigo Valeixo. Por que Moraes então não impediu a nomeação de Valeixo?”, questiona.