'Se números piorarem, podemos voltar a fechar', diz prefeito de Florianópolis

Serviços considerados essenciais pelo governo federal já estavam em funcionamento na capital catarinense

Da CNN em São Paulo
12 de maio de 2020 às 13:19

O presidente Jair Bolsonaro publicou decreto na segunda-feira (11) em Brasília que incluiu academias e salões de beleza na lista de atividades essenciais, ou seja, aquelas que podem funcionar durante a pandemia do novo coronavírus, desde que seguindo as recomendações do Ministério da Saúde. 

Em entrevista à CNN, Gean Loureiro (sem partido), prefeito de Florianópolis, avaliou a medida e comentou sobre esses serviços, que já estavam funcionando na capital catarinense. Não por serem considerados essenciais, mas porque a prefeitura avaliou que o avanço da Covid-19 já estava sendo controlado. Para ele, se houver aumento no número de casos, "a prefeitura poderá voltar a fechar os serviços". 

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"Florianópolis foi uma das primeiras cidades do Brasil a realizar o distanciamento social. Essa realização de maneira precoce nos permitiu, com base em dados técnicos e científicos estabelecidos, ter uma retomada gradual das atividades. Isso leva em conta o número de novos casos suspeitos, contaminados, percentual de letalidade, de leitos e o comportamento da população. Esses estabelecimentos que o presidente da República conta como essenciais, nós não estamos tratando como essenciais. Se os números piorarem, nós podemos voltar a fechar", explica. 

O prefeito disse ainda que mesmo o municipío apresentando queda na taxa de letalidade nas duas últimas semanas, não significa que haverá um 'relaxamento' da fiscalização da flexibilização gradual. "O transporte público não funciona aqui, todos os estabelecimentos têm uma série de regras sanitárias que são muito rígidas em sua aplicação. O cumprimento destas regras vem colaborando para que essas medidas possam ser realizadas, com uma flexibilização com rigor na fiscalização, e isso vem mantendo a curva estabilizada.", disse. 

Loureiro explicou que a análise dos número da doença é feita, diariamente, a partir de um 'covidômetro' e que a cidade ainda não passou pelo pico da curva da doença. "Estamos em um ponto da curva que está estável, mas no início apresentamos um número maior, pois testamos mais do que outros municípios. Cerca de 5 mil pessoas foram testadas", disse. 

De acordo com o político, a cidade tem atualmente 461 casos do novo coronavírus, com 7 mortes.