Brasília vai reabrir comércio de maneira gradual

A cada quinze dias, um setor diferente poderá retornar à atividade

Basília Rodrigues
Por Basília Rodrigues, CNN  
15 de maio de 2020 às 08:41 | Atualizado 15 de maio de 2020 às 08:45
Governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, em visita às instalações de teste rápido para o coronavírus. Brasília, 21 de abril de 2020.
Foto: Renato Alves/Agência Brasília

Após dois meses de isolamento, Brasília voltará a abrir as portas do comércio local. Por decisão da Justiça Federal, a reabertura será gradual para evitar que muitas pessoas voltem a sair de casa de uma vez. A cada quinze dias, um setor diferente poderá retornar à atividade.

Lojas de rua, shoppings, restaurantes e escolas, por exemplo, vão ter momentos diferentes. A capital federal é considerada pioneira quanto à adoção das medidas restritivas contra o coronavírus e registra, até o momento, cerca de 3 mil casos confirmados e ao menos 47 mortes.

A juíza Karina Balbino acolheu a sugestão da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan) sobre como se dará esse retorno. Há 4 etapas. Em nota técnica, o governo explica que os primeiros a voltar a funcionar seriam atacadistas, representantes comerciais e varejistas; atividades de informação e comunicação (como agências de publicidade e consultorias empresariais); atividades administrativas e serviços complementares (como agência de viagem, fornecimento e gestão de recursos humanos para terceiros).

Após quinze dias, contados a partir do início do cronograma de reabertura, seria a vez dos shoppings e centros comerciais. Daqui 1 mês, o terceiro grupo contempla restaurantes e outros estabelecimentos de serviços de alimentação e bebidas; serviços ambulantes de alimentação; serviços de catening; bufê e outros serviços de comida preparada; e de cabeleireiros e outras atividades de tratamento de beleza. 

O último grupo, que só voltaria daqui há 45 dias, inclui cinemas, atividades de artes, cultura; esporte e lazer (academias, espetáculos, bibliotecas, jardim botânico, clubes sociais, parques de diversão, eventos); atividades de organizações religiosas (igrejas, templos); feiras livres; educação e Administração Pública.

As datas exatas da retomada do funcionamento ainda devem ser divulgadas pelo GDF.