O Grande Debate: Presença de ministros em ato com Bolsonaro revela equipe unida?

Gisele Soares e Thiago Anastácio também abordaram a volta do rodízio tradicional em São Paulo em meio ao combate à Covid-19

Da CNN, em São Paulo
18 de maio de 2020 às 11:01 | Atualizado 18 de maio de 2020 às 11:26

O Grande Debate da manhã desta segunda-feira (18) abordou a manifestação de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em frente ao Palácio do Planalto, em Brasília, no domingo (17). O ato teve a participação do presidente, que levou pelo menos 11 ministros para a rampa do Planalto.

O mediador da edição matinal do quadro, Reinaldo Gottino, perguntou aos debatedores Thiago Anastácio e Gisele Soares se"os ministros agora estão mais presentes nas manifestações e em momentos delicados. Essa atitude revela uma equipe obediente ou é um grupo de trabalho unido?".

Leia também:

Manifestantes ocupam Avenida Paulista em apoio a Jair Bolsonaro
'Desta vez não tem bandeira antidemocrática', diz Bolsonaro sobre manifestação
Ministros do STF criticam Bolsonaro e veem decisão difícil em divulgar vídeo

Anastácio considerou que "não dá para saber"."Já vi manifestações assim onde estavam [Sergio] Moro, [Luiz Henrique] Mandetta e [Nelson] Teich, então é díficil. Nós vivemos um mundo da imagem e da aparência, então é difícil dizer. Até porque se existe alguma coisa tormentosa no Brasil é a relação entre Bolsonaro e seus ministros", afirmou. 

Gisele Soares afirmou ver "coesão e engajamento". "É uma imagem muito positiva de ser passada para as pessoas neste momento de manifestação, e esperamos que seja uma equipe absolutamente coesa, que divirja nas ideias, mas que seja uníssona na tomada de decisões", considerou.

Rodízio em SP

No Debate Novo Dia, Gisele Soares e Thiago Anastácio abordaram a volta do rodízio tradicional em São Paulo. A medida passou a valer novamente nesta segunda-feira (18) após semanas de vai e vem em decisões que impactaram o trânsito na capital paulista – como as ruas bloqueadas e o rodízio ampliado – em meio ao combate à Covid-19.

Em coletiva de imprensa virtual no domingo (17), prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), disse que, apesar de o rodízio ampliado ter tirado mais de 1 milhão de carros de circulação, o índice de isolamento subiu apenas 2 pontos: de 46% para 48%, e anunciou a volta do modo tradicional de restringir veículos na cidade.

O mediador, Reinaldo Gottino, questionou os debatedores: "A prefeitura acertou em fazer o teste ou errou e está reconhecendo isso?".

Leia também:

Brasil tem 241.080 casos confirmados e 16.118 mortes por Covid-19
Covas anuncia volta do rodízio tradicional e quer antecipar feriados
Alunos de 20 escolas privadas de SP pedem adiamento do Enem

Gisele Soares afirmou que "é o reconhecimento de um equívoco". "Havia uma grande dificuldade em identificarmos essa relação entre impedir a contaminação com reduzir a frota de veículos particulares, especialmente porque as pessoas não se aglomeram no transporte individual, mas fazem isso no transporte público. Acredito que o prefeito tenha constatado que as pessoas estão nas ruas porque precisam estar lá", disse.

Thiago Anastácio concordou com Gisele e avaliou que a medida de endurecer o rodízio foi um erro. "A prefeitura cometeu um equívoco muito grave, porque levou as pessoas às aglomerações no metrô, e agora volta atrás porque sabe que errou", disse ele, que defendeu a medida atual.

"Me parece muito salutar quando alguém não tem compromisso com o erro. É uma decisão acertada resolvendo uma que foi equivocada lá trás", classificou.