Prefeito de São Sebastião ameaça liberar praias se houver megaferiado

Felipe Augusto disse que o município do litoral de SP não tem condições de fiscalizar e controlar o acesso

Pedro Duran, da CNN, em São Paulo
18 de maio de 2020 às 21:01 | Atualizado 18 de maio de 2020 às 21:57
Funcionários sanitizam área externa do Hospital das Clínicas de São Sebastião durante pandemia do novo coronavírus
Foto: Divulgação/Prefeitura de São Sebastião (18.mai.2020)

Felipe Augusto (PSDB), prefeito de São Sebastião, no litoral paulista, disse nesta sexta-feira (18) que vai liberar as praias e o comércio ambulante se o governo estadual e a prefeitura de São Paulo não recuarem na proposta do "megaferiado".

Aprovado pela Câmara Municipal de São Paulo mais cedo, o projeto antecipa os feriados de Corpus Christi e Consciência Negra, para criar uma folga de cinco dias seguidos a partir desta quarta-feira (20). A medida quer aumentar o índice de isolamento na capital, que tem registrado números menores em dias úteis.

O descanso pode chegar a seis dias caso os deputados estaduais aprovem a proposta do governador João Doria (PSDB) de mover o feriado de 9 de julho para a próxima segunda-feira (25).

Em entrevista à CNN, Augusto se disse preocupado. Com o tempo ensolarado, ele estima que os paulistanos viajarão até o município, que, segundo ele, não tem condições de fiscalizar e controlar o acesso às praias. "Se decretar feriado, vamos liberar praias e o comércio dos ambulantes", declarou. "São mais de 60 dias em um trabalho incansável pelo isolamento."

Algumas das mais famosas praias paulistas ficam em São Sebastião, como Maresias, Baleia e Juquehy.

Seu sentimento é compartilhado por outro gestor do litoral paulista, o prefeito de Santos, Paulo Barbosa (PSDB). Ele disse que não vai abrir as praias, mas que pedirá ao governo que bloqueie as estradas, pois um a cada quatro habitantes da cidade tem mais de 60 anos.