Cidades da região metropolitana de SP podem ser reavaliadas nos próximos dias

Vice-governador do estado, Rodrigo Garcia falou sobre a reclamação dos prefeitos sobre a manutenção das restrições do comércio por conta da Covid-19

Da CNN, em São Paulo
28 de maio de 2020 às 19:25 | Atualizado 28 de maio de 2020 às 19:37

Diante do plano São Paulo, pacote de ações e medidas para que o estado comece a reabrir seus estabelecimentos seguindo critérios pré-definidos, uma série de dúvidas surgiram sobre a classificação das cidades, especialmente com a capital sendo colocada dentro de fase 4 enquanto todo o resto da região metropolitana foi colocada no grupo 5, o de maior restrição. Segundo o vice-governador do estado, Rodrigo Garcia (DEM), o motivo da diferenciação está na capacidade de atendimento da capital. Ele, no entanto, afirmou que uma reavaliação deve ocorrer em breve.

“Liberamos São Paulo porque é a cidade com maior rede de saúde do país, não fazia sentido colocar no mesmo nível do resto das cidades da região metropolitana. O plano São Paulo é referenciado pela saúde, com preocupação permanente em fazer com que todo o paulista que precise de atendimento médico, tenha disponibilidade.”

O vice-governador disse que escutou as críticas dos prefeitos da região metropolitana e que as classificações não são fixas. Ele afirmou que as cidades irão passar por nova avaliação “nos próximos dias”, mas ressaltou que os critérios do plano são “claros e objetivos.”

Leia também

Shoppings e comércio devem demorar 15 dias para reabrir em São Paulo

Wanderson Oliveira diz que Sul e Sudeste terão pico da Covid-19 em um mês

Risco de morrer por Covid-19 é maior em cidades pobres

Garcia disse também que a divisão do plano foi feita pelas regiões de saúde do estado, que abarcam em média 50 cidades, e que é através da disponibilidade de atendimento destas regiões que as cidades serão classificadas entre as fases de 1 a 5. “Se acontecer de algum lugar ficar perto do colapso, iremos voltar a fechar.”

Conviver com o vírus

Questionado sobre os motivos de manter o plano de reabertura no dia que o estado bateu o recorde do número de novos contágios em 24h, Garcia disse que teremos que “aprender a conviver com o vírus”, uma vez que segundo projeções do Centro de Contingência Médica do estado ele só será controlado entre agosto e setembro, e disse também que as atitudes dos cidadãos já mudou desde o início da pandemia.

“O comportamento das pessoas hoje é diferente do início da pandemia, temos hábitos diferentes, pessoas agora usam máscaras em todo lugar, utilizam álcool em gel e mantém o distanciamento social.”

Sobre a retomada econômica, ele relembrou que o estado durante o isolamento manteve 74% de sua atividade econômica em funcionamento e que os comércios que serão reabertos foram avaliados antes de receber o aval de voltar a funcionar.

“Nos baseamos em um estudo da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas para ver quais setores eram mais vulneráveis economicamente e que nós poderíamos controlar a taxa de contágio. A partir disso criamos os protocolos de abertura.”