Witzel exonera secretários da Casa Civil e da Fazenda

Com a nomeação suspensa para cargo extraordinário relacionado à Covid-19, Edmar Santos também pediu para deixar o governo

Da CNN, em São Paulo*
29 de maio de 2020 às 00:12 | Atualizado 29 de maio de 2020 às 07:01

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), exonerou de uma só vez nesta quinta-feira (28) os secretários de duas das pastas mais importantes da administração, a Casa Civil e a Fazenda.

O chefe da Casa Civil era o ex-deputado André Moura (PSC), influente no Congresso Nacional e ex-líder do governo Temer. Moura será substituído procurador do estado Raul Teixeira.

Já na Fazenda, deixa o cargo Luiz Cláudio de Carvalho, agente fiscal de rendas que foi secretário da mesma pasta no governo de São Paulo, na gestão do ex-governador Márcio França (PSB). Para o lugar, Witzel nomeou Guilherme Mercês, ex-economista-chefe da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

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Além dos dois, há uma terceira mudança em andamento no governo do Rio de Janeiro. Investigado por possíveis desvios na Saúde, o ex-secretário Edmar Santos havia sido trazido de volta ao governo de Wilson Witzel para ser secretário extraordinário de Acompanhamento da Covid-19. Um dia depois de ter a nomeação suspensa pela Justiça, Santos pediu a Witzel para deixar o cargo.

Com a decisão, Edmar Santos perde o foro privilegiado. 

Como secretário extraordinário de Acompanhamento da Covid-19, Santos era responsável por gerir o conselho de notáveis, formado por especialistas e professores universitários e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que discutiam as ações de combate à pandemia no estado.

*Com Agência Brasil