Protestos contra e a favor de Bolsonaro ocorrem em SP neste domingo

Dois pontos da capital paulista concentram manifestações antirracistas e em apoio ao presidente da República

Da CNN, em São Paulo
14 de junho de 2020 às 15:14 | Atualizado 14 de junho de 2020 às 18:52

Manifestações contra e a favor do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ocorrem na cidade de São Paulo na tarde deste domingo (14).

Na Avenida Paulista estão reunidas as pessoas que se manifestam contra o presidente. A PM acompanha à distância o posicionamento de faixas e cartazes que pedem "Fora Bolsonaro".

O atos, mais uma vez, foi convocado por torcedores de futebol que se têm se manifestado politicamente por meio do movimento Somos Democracia. Segundo Danilo Pássaro, fundador do grupo, representantes de torcidas organizadas de 14 Estados entraram em contato com ele durante as últimas semanas e devem aderir ao ato deste domingo em suas capitais.

De acordo com o advogado Raimundo Bonfim, coordenador nacional da Central de Movimentos Populares (CMP) – entidade ligada à Frente Brasil Popular, que não aderiu formalmente aos atos –, vários grupos estão nas manifestações para se opor ao "fascismo" e em "defesa da democracia", como a Frente Povo Sem Medo, o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e a própria CMP.

De acordo com informações da Polícia Militar, ao menos três pessoas foram detidas na Avenida Paulista e conduzidas a uma delegacia da região por usarem roupas com símbolos nazistas. Os homens não estavam armados.

Já no Viaduto do Chá, no centro da capital paulista, apoiadores do presidente estão concentrados próximo ao Theatro Municipal.

Cerca de 30 pessoas participavam no início da tarde deste domingo do ato inicialmente que acabou se tornando uma crítica ao governador de São Paulo, João Doria (PSDB). Por meio de faixas, manifestantes pedem a renúncia do tucano em frente à sede da Prefeitura.

Rodízio da Paulista

Grupos a favor e contra o governo federal aceitaram na quarta-feira (10) fazer uma espécie de rodízio na utlização da Avenida Paulista durante protestos. O acordo foi mediado pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP).

"Estamos todos de parabéns. Pela linha dialógica é que podemos avançar", afirmou o subprocurador-geral de Justiça de Relações Institucionais, Arnaldo Hossepian, em nota divulgada pelo MP-SP depois do acordo.

Na fim de semana passado, enquanto os apoiadores do presidente ocuparam a principal avenida da capital paulista, os movimentos contrários se manifestaram no Largo da Batata, na zona oeste da capital paulista.

(Com informações do Estadão Conteúdo. Edição: Leandro Nomura)