Sindicato entra com ação na Justiça após Uninove demitir mais de 300 professores

Advogados pedem anulação da decisão; professores acessaram a plataforma de educação à distância e encontraram comunicado

Carolina Figueiredo, da CNN em São Paulo
23 de junho de 2020 às 20:58 | Atualizado 23 de junho de 2020 às 21:37
Sala de aula da Uninove, em São Paulo
Foto: Divulgação/Uninove

O SinproSP (Sidicato dos Professores de São Paulo) protocolou nesta terça-feira (23) uma ação no Tribunal Regional do Trabalho pedindo a anulação de mais de 300 demissões de professores da faculdade Uninove. Os advogados do Sindicato pedem também a mediação do tribunal para buscar uma solução em tempo hábil.

Ao acessar a plataforma online para dar aula na última segunda-feira (22), professores da Uninove foram surpreendidos com uma mensagem de demissão sumária. 

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O SinproSP afirma que o fato de as demissões ocorrerem em meio à pandemia agrava ainda mais a situação. O sindicato diz que entrou em contato com a Uninove para cobrar explicações e exigir uma reconsideração.

Segundo o sindicato, a pandemia está sendo usada pela Uninove para acelerar o processo de reestruturação iniciada há alguns anos e baseada na redução da folha de pagamentos e maximização dos lucros na universidade.

Procurada, a Uninove afirma que precisou se adaptar à nova situação colocada pela pandemia de coronavírus e diz que a empresa foi ao limite para manter o quadro funcional e todas as obrigações contratuais em dia.

A faculdade argumenta que os salários dos professores foram garantidos pontualmente e que "vultosos investimentos" em tecnologia foram realizados. Segundo ela, as mensalidades de alunos também estão sendo renegociadas.

"A Uninove reitera seu compromisso com a qualidade do ensino e acredita que essa situação é momentânea e será superada por todos com trabalho e confiança", diz em nota.