PF cumpre mandados contra tentativa de obstrução de justiça em MG

Até o momento, três aparelhos de telefone e um computador foram apreendidos no bairro Santo Agostinho, em Belo Horizonte

Paula Mariane, da CNN, em São Paulo
24 de junho de 2020 às 10:27 | Atualizado 24 de junho de 2020 às 10:56

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira (24) a Operação Hangar, que tem por objetivo o combate à tentativa de obstrução de justiça. A investigação, que teve início no mês de abril, foi feita a partir de análises de informações coletadas na Operação Acrônimo. 

As suspeitas de obstrução de justiça surgiram após a confirmação de que os investigados estavam monitorando os trabalhos da Polícia Federal. Caso sejam condenados, eles poderão cumprir até oito anos de reclusão. 

O mandado de busca e apreensão, expedido pela 11ª Vara da Justiça Federal em Belo Horizonte, foi representado pela Polícia Federal, e cumpridos no Santo Agostinho, bairro de classe média da capital mineira.

Um dos alvos da operação é a residência do ex-comandante da Polícia Militar de Minas Gerais, Helbert Figueiró de Lourdes, que atuou no governo de Fernando Pimentel. O coronel reformado é investigado por tentar embaraçar mandados judiciais da Operação Acrônimo. 

Até o momento, três aparelhos de telefone e um computador foram apreendidos. As investigações continuam em andamento. 

Operação Acrônimo

A Operação Acrônimo foi instaurada pela Polícia Federal (PF) para apurar esquemas ilegais que teriam beneficiado a campanha eleitoral de Fernando Pimentel em 2014, quando se elegeu governador de Minas Gerais pelo PT.

Segundo as investigações, empresas teriam pago vantagens ilegais durante o período em que o atual governador mineiro comandou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, entre 2011 e 2014.

Em troca, essas empresas seriam incluídas em políticas públicas ou conseguiriam obter empréstimos do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que é vinculado à pasta.

(Com informações da Agência Brasil)