Metroviários de SP adiam paralisação para dia 8 e vão tentar acordo com governo

O Metrô informou que enfrenta queda acima de 70% na receita e quer reduzir gratificações por horas extras e adicional noturno

Estadão Conteúdo
30 de junho de 2020 às 23:11
Movimentação no metrô de São Paulo, um dia após a flexibilização da quarentena na capital paulista
Foto: Bruno Rocha - 02.jun.2020/Estadão Conteúdo

O Sindicato dos Metroviários de São Paulo adiou a decisão sobre a paralisação do serviço na capital paulista para o dia 8. Em assembleia com votação online, a maioria optou por postergar a greve que estava marcada para começar nesta quarta-feira, dia 1º.

A categoria deverá apresentar uma contraproposta à Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) em audiência nesta quarta-feira, às 10h, no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2).

"Queremos negociar. Mas não podemos aceitar ataque aos nossos direitos. Se o governo não quiser a greve, que mantenha nossos direitos. Queremos garantir o transporte para os trabalhadores, por isso vamos propor a liberação das catracas para todos. Que as catracas fiquem abertas. Os metroviários vão estar lá para garantir a movimentação", disse o coordenador do sindicato, Wagner Fajardo, por meio de live.

Assista e leia também:

SP já transfere pacientes com Covid-19 do interior para a capital

Tire suas dúvidas sobre a multa para quem não usar máscaras em São Paulo

Juiz de SP é preso por suspeita de venda de sentenças em precatórios milionários

Durante a tarde de terça-feira (30) trabalhadores e representantes do Metrô não entraram em acordo em audiência online. Os metroviários alegam que o governo do estado está tentando "retirar direitos", como redução do porcentual de pagamento sobre horas extras de 100% para 50%, diminuição do adicional noturno de 50% para 20%, além da extinção de outras gratificações.

O Metrô informou que enfrenta queda acima de 70% na receita. Citando as reduções de salário implementadas na iniciativa privada, a companhia diz que propõe a manutenção integral dos salários e do emprego de todos os funcionários. Os benefícios, acrescentou o órgão estadual, são "bem mais altos que a média do mercado".