Governo do RJ anuncia calendário para assumir gestão dos hospitais de campanha

Processo de transição entre Fundação Saúde e Iabas deve levar entre dez e 15 dias

Stéfano Salles, da CNN no Rio de Janeiro
20 de julho de 2020 às 21:39
Manifestantes contra o fechamento do Hospital de Campanha do Maracanã, no Rio de Janeiro
Foto: Jairo Nascimento/CNN (17.jul.2020)

Em reunião realizada nesta segunda-feira (20) entre o Iabas e a Fundação Saúde, autarquia estadual que assumiu os hospitais de campanha no início de junho em regime de intervenção, ficou acordado um novo calendário para transição das unidades, que serão totalmente assumidas pelo governo do Rio de Janeiro.

Também ficou combinado que o governo será responsável pelo pagamento dos salários dos funcionários a partir da intervenção estadual. O Iabas era a organização social responsável pela construção e gestão dos equipamentos de saúde, mas deixou de administrá-las no dia 2 de junho. 

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Em nota, a secretaria estadual de Saúde disse que o cronograma de transição deve levar entre dez e 15 dias. 

A organização social entregou apenas dois dos sete hospitais de campanha previstos pelo governo do estado para o enfrentamento da pandemia de Covid-19: o do Maracanã, na zona norte da capital, e o de São Gonçalo, na região metropolitana. As unidades de Campos dos Goytacazes, Duque de Caxias, Nova Friburgo e Nova Iguaçu não ficaram prontas e não serão mais disponibilizadas

O governo do estado anunciou o fechamento temporário das unidades na sexta-feira (17), uma vez que o contrato com a organização venceria no dia seguinte. Os pacientes ainda internados nas duas unidades foram transferidos para outros hospitais públicos próximos. 

No mesmo dia, a juíza da 14ª Vara de Fazenda Pública do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), Aline Maria Gomes Massoni da Costa, determinou a manutenção do atendimento nos locais. Quando a decisão foi publicada, restavam apenas dois pacientes internados.