Garcia e Rezende dizem o que é liberdade de opinião e falam de expectativa

Da CNN
26 de julho de 2020 às 23:01 | Atualizado 27 de julho de 2020 às 00:06

Com estreia marcada para hoje na CNN Brasil, os jornalistas Alexandre Garcia e Sidney Rezende dão cada um sua definição de liberdade de opinião e falam da expectativa do novo desafio.

Garcia e Rezende estreiam hoje (27) com o quadro "CNN - Liberdade de Opinião". O segmento irá ao ar diariamente a partir das 7h, dentro do "CNN Novo Dia", e a partir das 13h, dentro do "Visão CNN".

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O que significa liberdade de opinião para você?

Alexandre Garcia - Exatamente o que está na Constituição, no artigo 5, que é “cláusula pétrea”, imutável, pedra de toque da liberdade e da democracia: “é livre a manifestação do pensamento, vedado o anonimato”. 

Sidney Rezende - Neste específico momento do Brasil o mais importante é darmos dois passos calmamente, sem estresse: sermos naturais na busca de uma opinião sensata sobre as coisas e respeitar a opinião alheia. Esta equação liberta e ainda fortalece a democracia. Chega de tentar tutelar o pensamento alheio. O quadro "Liberdade de Opinião" é mostrar que Alexandre Garcia e eu somos cordiais e civilizados no trato e recíprocos no afeto de um pelo outro, mas podemos pensar diferente sobre um mesmo tema. E nem por isso deixamos de amar o Brasil.

Como é o seu processo de formar opinião a respeito de um fato?

Alexandre Garcia - Primeiro, me certifico se o fato é fato; a dúvida é essencial. Depois, procuro os vários lados do fato, os contrários e os favoráveis;  quais as causas, que consequências terá. Sobretudo verifico a quem interessa, procurando sempre o que diz respeito ao brasileiro comum; se é preciso fazer algum alerta, destacar algum ponto, mostrar o que é importante.

Sidney Rezende - Sou resultado de uma geração que nos antecedeu que libertou-se das amarras do atraso do pós-guerra, principalmente na década de 50. Era a época que o mundo se transformava de 40 em 40 anos. Atualmente, a separação entre uma mudança e outra é quase instantânea. O que não mudou para mim é a visão humanista de tudo. O ser humano e sua imaginação me encantavam na infância e mais ainda na fase madura.

O que você espera do novo trabalho na CNN?

Alexandre Garcia - Um novo front de comunicação com o público, num canal de prestígio mundial, contando com uma equipe de profissionais igualmente comprometidos com a informação equilibrada e o respeito à audiência.

Sidney Rezende - Eu me sentirei realizado se ajudar um pouquinho a estimular a coexistência de opiniões divergentes. Opinião não é algo hegemônico, é agitação, vibração, em resumo, é vida pulsante.

Qual é sua expectativa para começar a trabalhar na CNN?

Alexandre Garcia - Como o próprio programa diz, “Liberdade de Opinião”. Compromisso com o público brasileiro, vale dizer, com o país. Foi minha própria liberdade de opinião no meu canal de Youtube que levou a CNN a sugerir esta participação. Compromisso com a lei, com a verdade, a ética, os interesses do país, sem preconceitos partidários ou ideológicos. Na crítica, racionalidade em lugar de emocionalidade. Sem a arrogância de julgar ou pensar pelos outros, mas estimulando a pensar, provocando a busca de respostas. Uma argumentação como se eu estivesse conversando com aquela pessoa importante que nos vê e ouve.

Sidney Rezende - Da sondagem ao "sim", que culminou com a minha vinda para CNN, foram três maravilhosos dias. Prazerosos, para ser sincero. O vice-presidente de Conteúdo, Américo Martins, brincou: "Aqui na CNN tudo é rápido", e é mesmo. Concordo. Mas tenho a consciência da responsabilidade e ela aumentou quando conheci as duas redações do Rio e São Paulo e vi a convivência de cabelos brancos dos mais experientes com um mar de gente jovem reunida, inteligência em conexão. Quero assistir de perto tudo isso e ajudar ao time, se eu tiver mesmo algo a acrescentar.