Sindicato dos Metroviários confirma greve nesta terça (28) em São Paulo

Funcionários disseram que buscam negociar medidas para diminuição do contágio pelo novo coronavírus há meses com governo

Carolina Figueiredo, da CNN em São Paulo
27 de julho de 2020 às 21:15 | Atualizado 27 de julho de 2020 às 21:53
Movimentação no metrô de São Paulo, um dia após a flexibilização da quarentena na capital paulista
Foto: Bruno Rocha - 02.jun.2020/Estadão Conteúdo

O Sindicato dos Metroviários de São Paulo confirmou nesta segunda-feira (27) uma paralisação no metrô da capital paulista a partir da meia-noite desta terça-feira (28).

A greve vai afetar as linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata do transporte. Participaram 2.436 votantes, dos quais 73% optaram pela greve.

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Segundo o sindicato, foi estabelecida uma greve por tempo indeterminado, e uma nova assembleia deverá ser feita amanhã para decidir pelo prosseguimento ou não da paralisação, a depender de concordância entre as partes.

Os metroviários dizem que buscam negociar há meses com o governo medidas para diminuição do contágio pelo coronavírus no transporte e a prorrogação do acordo coletivo, mas que o governador João Doria (PSDB) e a direção do metrô se recusam a dialogar com a categoria.

Os metroviários também afirmam que houve ataque a direitos e redução de salários.

Mais cedo, a Companhia do Metropolitano de São Paulo conseguiu na Justiça uma liminar parcial que determina o porcentual mínimo de operação dos trens nesta terça. 

Segundo a Justiça do Trabalho de São Paulo (TRT-2), o Metrô deve manter o funcionamento 95% dos serviços no horário de pico (das 6h às 9h e das 16h30 às 19h30) e 65% nos demais horários. 

A CNN aguarda posicionamento do Metrô e da Secretaria de Transportes Metropolitanos sobre a confirmação da greve.