Guarda que abordou desembargador nega acusação de abuso de autoridade

Desembargador que foi gravado humilhando agentes da Guarda Civil Municipal afirmou ao CNJ que foi vítima de armação e sofreu abuso

Anna Satie e André Rosa, da CNN em São Paulo
28 de julho de 2020 às 21:06 | Atualizado 28 de julho de 2020 às 21:12
Cena da gravação em que o desembargador Eduardo Siqueira contesta os guardas municipais
Foto: Reprodução

A defesa do guarda civil municipal Cícero Hilário negou nesta terça-feira (28) as acusações feitas pelo desembargador Eduardo Siqueira ao CNJ (Conselho Nacional de Justiça). 

"Diferentemente dos argumentos do sr. Eduardo em sua manifestação, entendemos que não houve qualquer abuso de autoridade por parte do guarda Cícero Hilário em sua abordagem. Inclusive, as imagens que circulam nos veículos de comunicação demonstram o comportamento de cada um dos envolvidos no incidente", escreveram os advogados do agente.

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"Estamos colhendo todos elementos necessários para adoção das medidas judiciais que entendermos pertinentes, seja na esfera cível ou criminal", concluíram.

Mais cedo neste mês, Siqueira foi gravado rasgando uma multa por desrespeitar o decreto de uso obrigatório de máscara em Santos, no litoral paulista, e chamando os guardas que o advertiram de "analfabetos".

O CNJ abriu uma reclamação disciplinar contra Siqueira, que enviou uma manifestação nesta segunda-feira (27) em que alega ter sido vítima de uma "armação" e de abuso de autoridade. 

Anteriormente, o magistrado havia enviado uma nota pública à imprensa, em que pede desculpas ao guarda, diz que cometeu excessos e que se arrependia. 

Além do processo no CNJ, o Ministério Público de São Paulo também abriu inquérito para apurar a conduta de Siqueira.