'Não podemos baixar a guarda', diz secretário de Saúde sobre pandemia em SP

Caso haja uma evolução no número de casos, comprometendo os leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), flexibilização poderá retroceder

Da CNN
10 de agosto de 2020 às 21:47 | Atualizado 10 de agosto de 2020 às 22:06

O secretário estadual de Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, falou em entrevista à CNN nesta segunda-feira (10) sobre a retomada das atividades no estado em meio à pandemia do novo coronavírus e afirmou que a população não pode “baixar a aguarda”. 

Caso contrário, disse ele, se houver um aumento do número de casos, comprometendo os leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), poderá ocorrer uma “inflexão”, e o estado pode retroceder para fases com restrições “muito maiores”.

O secretário reconheceu que a população está cansada, mas afirmou que estamos no meio do caminho. Por isso, é preciso continuar respeitando o distanciamento social, utilizar máscara, higienizar bem as mãos com água e sabão e, sempre que necessário, passar álcool em gel. 

“Nós fizemos um pacto com a sociedade que era: fiquem em casa enquanto preparamos as instalações de saúde para que vocês possam sair. A flexibilização é uma forma gradual e progressiva para que as pessoas possam sair com segurança”, explicou. 

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Conforme o governo João Doria (PSDB) divulgou nesta segunda, pela 4ª semana seguida, as taxas de ocupação dos leitos de UTI permanecerem abaixo de 60%: a média do estado é de 59% e na Grande SP de 57,6%. 

Segundo Gorinchteyn, a perspectiva é que a daqui aproximadamente duas semanas haja uma redução do número de óbitos.

O Ministério da Saúde registrou hoje 22.048 novos casos e 703 mortes por Covid-19. São Paulo segue como o estado com a maior incidência do vírus, com 628.415 casos e 25.151 mortes.

(Edição: Sinara Peixoto)