Polícia cumpre mais de 100 mandados de prisão no RJ por violência contra mulher

Operação Athena terminou com 56 pessoas presas

Luiza Muttoni, da CNN, no Rio de Janeiro
13 de agosto de 2020 às 06:43 | Atualizado 13 de agosto de 2020 às 18:37

Equipes da Polícia Civil cumprem nesta quinta-feira (13) mais de 100 mandados de prisão em todo o estado do Rio de Janeiro. Os alvos da Operação Athena, foragidos da Justiça, são acusados de violência contra a mulher.

A operação terminou com 56 pessoas presas em diversas regiões do estado do RJ, como Costa Verde, Baixada Fluminense, Região Metropolitana e capital.

A ação de hoje não inclui agressores foragidos em comunidades em razão da restrição imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que proíbe as operações policiais em comunidades do RJ durante a pandemia de Covid-19.

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Os alvos da Operação Athena, foragidos da Justiça, são acusados de violência contra a mulher
Foto: Divulgação - 13.ago.2020 / Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro

A operação é coordenada pelo Departamento Geral de Polícia de Atendimento à Mulher (DGPAM), com a participação das 14 Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher (DEAMs) e apoio das delegacias da capital, da Baixada Fluminense e do interior.

Redução no número de ocorrências

Dados mostram que, em 2019, houve uma redução no registro de ocorrências, em alguns casos de até 50%. Por outro lado, houve um aumento da violência contra a mulher.

De acordo com a diretora do DGPAM, delegada Sandra Ornellas, "somente em 2019, as DEAMs indiciaram 16.703 autores de violência doméstica e familiar de diversas formas contra mulheres, além de solicitar 20.930 medidas protetivas de urgência". 

Ornellas afirmou que "segundo o Monitor de Violência do Instituto de Segurança Pública (ISP), a redução do número de registros não significa que a violência contra a mulher esteja diminuindo, mas que pode haver subnotificação neste período de pandemia". 

14 anos da Lei Maria da Penha

Na sexta-feira (7), a Lei Maria da Penha, um marco no combate à violência contra a mulher, completou 4 anos. No entanto, esse crime continua fazendo vítimas no país. 

Em meio à pandemia do novo coronavírus, o número de casos de feminicídio cresceu 2,2% entre março e maio de 2020, comparado ao mesmo período de 2019, conforme dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. 

(Com informações de Thayana Araújo, da CNN, no Rio de Janeiro)