Doleiro Dario Messer é condenado a mais de 13 anos de prisão


Guilherme Venaglia, da CNN, em São Paulo
17 de agosto de 2020 às 16:13 | Atualizado 17 de agosto de 2020 às 16:31

O juiz federal Alexandre Libonati de Abreu condenou nesta segunda-feira (17) o doleiro Dario Messer a 13 anos e 4 meses de prisão pelo crime de lavagem de dinheiro, em processo da Operação Marakata, derivada da Lava Jato no Rio de Janeiro.

O magistrado também negou o direito de Messer, conhecido como "o doleiro dos doleiros", recorrer em liberdade. O doleiro é acusado de fazer as operações por meio da venda de pedras preciosas e de ocultar bens de garimpeiros.

O tempo de condenação é menor do que aquele que o próprio Dario Messer concordou em cumprir no acordo de delação premiada que fechou com a Justiça. Pelo acordo, quando as penas impostas a Messer alcançarem o tempo acertado -- 18 anos e 9 meses --, o Ministério Público se compromete a parar de agir em desfavor dele.

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No mesmo acordo de delação premiada, o doleiro se comprometeu a devolver mais de 99% do seu patrimônio, em um total que supera R$ 1 bilhão, que vai de obras de arte a uma fazenda no Paraguai. 

Na sentença em que o condenou, o juiz Alexandre Libonati ressaltou a culpabilidade de Messer. 

"Não se está tratando de um lamentável desvio ético de sua parte, mas de um sujeito de elevada inteligência, operador de mercado com grande experiência, e que optou por dar continuidade aos negócios escusos iniciados pelo pai", escreveu.