Tio de menina estuprada confessou crime informalmente, diz Polícia Civil

O crime foi descoberto quando a criança deu entrada no sábado (8) no Hospital Estadual Roberto Silvares, em São Mateus, a 218 km de Vitória

Da CNN
18 de agosto de 2020 às 15:52

Preso na madrugada desta terça-feira (18), o tio da menina de 10 anos, suspeito de estuprar e engravidar a criança, confessou o crime informalmente, segundo informou a Polícia Civil do Espírito Santo, em coletiva na tarde de hoje.

"A indicação é de que os abusos tenham sido cometidos todos por ele. Informalmente, aos policiais, ele afirmou que realmente possuía alguma intimidade com essa menina e fez abusos contra ela", disseram os responsáveis pelo caso.

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Foto: CNN (18.ago.2020)

O homem, que não foi identificado para proteger a integridade da vítima foi preso em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais, segundo anunciou o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), no Twitter.

"A nossa polícia efetuou nesta madrugada a prisão do estuprador da menina violentada no interior do ES", escreveu Casagrande. 

"Que sirva de lição para quem insiste em praticar um crime brutal, cruel e inaceitável dessa natureza. Detalhes da operação serão repassados pela equipe segurança ainda hoje."

Caso provocou revolta

O crime foi descoberto quando a criança deu entrada no sábado (8) no Hospital Estadual Roberto Silvares, em São Mateus, a 218 km de Vitória, com sinais de gravidez. No inquérito da Polícia Civil, a menina disse que era estuprada pelo tio, que estava foragido até a madrugada desta terça (18).

O caso provocou revolta e mobilização nas redes sociais. Segundo o Ministério Público, a Justiça determinou que o Facebook, Twitter e Google retirassem da internet publicações que expuseram o nome da criança e o hospital onde ela fez o procedimento de aborto legal, autorizado pela Justiça. Além disso, os promotores relatam que grupos teriam ameaçado parentes da vítima. 

Nessa segunda-feira (17), o MP do Espírito Santo abriu investigação para apurar o vazamento de informações sobre o caso. De acordo com o MP, questões envolvendo crianças e adolescentes são sigilosas e a divulgação constitui crime. 

(Com Caroline Louise, da CNN, em Belo Horizonte, e Agência Brasil)