Governo precisa apoiar mais de uma vacina, diz vice-governador de São Paulo

Garcia também abordou a proposta de reforma administrativa do estado e disse que a crise econômica será mais sentido em 2021

Da CNN, em São Paulo
25 de agosto de 2020 às 21:10

Nesta terça-feira (25) a direção do Instituto Butantan se reuniu com um grupo de parlamentares para tratar do apoio a uma possível liberação de verbas do governo federal, que permita ampliar sua capacidade de produção de vacinas.

O apelo foi repetido pelo vice-governador de São Paulo Rodrigo Garcia (DEM-SP), em entrevista à CNN. Ele que voltou a ressaltar a importância do apoio federal para o desenvolvimento e produção da vacina da Sinovac.

“Não podemos prescindir de vacinas, e o governo brasileiro precisa atuar em várias áreas e apoiar o desenvolvimento de mais de uma vacina. Hoje o Butantan recebeu visita do Comitê de Saúde da Câmara dos Deputados, que está convencido da importância de o governo ajudar o instituto, especialmente na fábrica de vacinas,” disse o vice-governador.

Leia também

Brasil tem 1.271 novas mortes e mais de 47 mil infectados em 24 horas

Renda Brasil de R$ 300? Só cortando deduções do IR, diz Guedes

China diz que está vacinando médicos e funcionários das fronteiras desde julho

Rodrigo Garcia (DEM-SP), vice-governador de São Paulo
Foto: CNN (25.ago.2020)

Questionado sobre se a visão do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sobre a China iria afetar a destinação de verbas federais para o desenvolvimento da coronavac, Garcia rechaçou a ideia e disse que “a primeira vacina que for aprovada será adquirida pelo governo brasileiro.”

Reforma administrativa de SP

Outro tema da entrevista foi a reforma administrativa do estado de São Paulo, encaminhada pelo governador João Doria (PSDB). Segundo Garcia o texto “pretende preparar o estado para 2021”.

Para o vide-governador, apenas no próximo ano os estados e municípios vão sentir os efeitos da queda de arrecadação.

“A pandemia, do ponto de vista econômico, ainda não foi totalmente sentida, e as contas públicas vão fechar com ajuda da União, mas para 2021 a crise vai ser mais forte com o fim dos benefícios e a queda de arrecadação do governo. Foi nesse cenário que o governador enviou a proposta de reforma,” afirmou.

(Edição: Sinara Peixoto)