STJ concede prisão domiciliar a Mizael Bispo, condenado por assassinar advogada

Defesa alegou que ele estaria sofrendo de várias doenças e omissão do juízo em prestar informações sobre estado de saúde

Anna Satie, da CNN
25 de agosto de 2020 às 21:16 | Atualizado 25 de agosto de 2020 às 21:43
O advogado e policial militar reformado Mizael Bispo
Foto: Werther Santana/Estadão Conteúdo (11.mar.2013)

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) concedeu nesta terça-feira (25) prisão domiciliar a Mizael Bispo, condenado pela morte da ex-namorada, a advogada Mércia Nakashima. 

A defesa alegou que Bispo sofre de várias doenças, como hipertensão, colesterol alto, arritmia cardíaca, depressão, ansiedade, sinusite e rinite crônicas. Além disso, foi apontada omissão do juízo da execução penal em prestar informações sobre o estado do detento. 

Os advogados do policial reformado haviam feito pedido à Vara de Execuções Criminais em Taubaté, mas após cinco meses sem análise do requerimento, levaram o caso ao STJ. 

Bispo será monitorado por tornozeleira eletrônica. 

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Relembre o caso

Em 2010, a advogada Mércia Nakashima desapareceu após participar de um almoço na casa da avó, na região metropolitana de São Paulo.

Quase vinte dias depois, o corpo dela foi encontrado em uma represa em Nazaré Paulista, a cerca de 90 km da capital.

Segundo a investigação, Mizael agrediu e deu um tiro no queixo de Mércia. Com a mulher ainda viva, ele empurrou o carro em que ela estava para dentro da água. 

Os dois eram sócios em um escritório de advocacia e namoraram por quatro anos. O relacionamento havia terminado alguns meses antes.

Em 2013, Mizael foi condenado a 22 anos e oito meses de prisão.