Após reportagem da CNN, empresa de táxi aéreo é primeira a ser cassada no país


José Brito e Luiz Fernando Toledo Da CNN, em São Paulo
15 de setembro de 2020 às 19:57 | Atualizado 15 de setembro de 2020 às 21:05

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) decidiu cassar o documento que permite a prestação de serviços de táxi-aéreo da empresa Mato Grosso do Sul Táxi-Aéreo Ltda pela prática de voo clandestino, ou TACA, prática ilegal de realizar um voo remunerado sem autorização legal. O grupo também foi multado em R$ 75 mil por diversas infrações cometidas em três aeronaves. A empresa é a mesma do acidente envolvendo o apresentador Luciano Huck e sua família, em 2015.

A decisão acontece depois de a CNN ter revelado, em uma série de reportagens, que a Mato Grosso do Sul Táxi Aéreo passou a operar no mercado com outro nome depois das investigações sobre suas operações, mesmo sem autorização. Esta informação ainda não era de conhecimento da Anac e motivou mais uma apuração contra a MS, que já enfrentava o processo de cassação. 

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O principal motivo é que a empresa  operou três aeronaves, de prefixos PT-RVJ, PT-VMF e PT-VKY durante o período em que o seu registro, chamado de Certificado de Operador Aéreo (COA) estava suspenso.

A Anac reforçou que a prática de TACA é crime, pois coloca em risco vida de pessoas a bordo e em solo. A empresa MS Táxi Aéreo também sofre, no campo criminal, investigação pela Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado da Polícia Civil do Estado do Mato Grosso do Sul (DECO-MS), que apura as circunstâncias do acidente aéreo que matou o piloto da MS Marcos David Xavier em 2016.

A CNN procurou a empresa para se manifestar, mas ainda não obteve retorno até a publicação desta reportagem.