Ciclone bomba pode causar ventos de até 70 km/h no litoral de SP

Fenômeno ainda está em formação no Sul do Brasil e também deve afetar o Sudeste

15 de setembro de 2020 às 11:41

O ciclone bomba que está em formação no Sul do Brasil também deve trazer rajadas de vento para o Sudeste, principalmente no litoral do estado de São Paulo.

As rajadas podem chegar a 70 km/h na costa, e com chances de atingir, em menor intensidade, a capital paulista.

Depois de bater o recorde de calor do ano em pleno inverno, a cidade de São Paulo teve virada no tempo e irá registrar máxima de 23°C nesta terça-feira (15).

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Área de formação de novo ciclone bomba, no sul do país
Foto: Reprodução/CNN (14.set.2020)

De acordo com o técnico em meteorologia Adilson Nazário, do Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas da prefeitura de São Paulo (CGE-SP), São Paulo já "vive um quadro de primavera".

Ciclone em formação

Ainda em formação, o novo ciclone não deve ser tão intenso como o que devastou a região Sul do país em julho, causando prejuízos e mortes.

Especialistas seguem acompanhando a movimentação do ciclone bomba na região Sul do país. Em entrevista à CNN, a meteorologista Estael Sias afirmou que o fenômeno ainda está longe da costa.

"Na verdade, o ciclone bomba ainda não se formou. Essa frente fria passou e trouxe chuva para o Rio Grande do Sul e agora trouxe essa massa de ar polar. Entre quarta e quinta-feira teremos a formação de um sistema de baixa pressão atmosférica associada à outra frente fria e assim nós teremos um ciclone de formação rápida no oceano", afirmou.

A especialista também explicou a diferença entre a força do fenômeno que atingiu a região Sul no início de julho e o que está em formação no oceano nesta semana.

"Ciclone bomba [tem este nome] porque ele tem uma queda de pressão expressiva. Ciclones que têm efeitos diretos no continente, como aconteceu em julho, são muito raros. Mais raros ainda são os ciclones que têm início de sua formação no continente. Portanto, a intensidade e local de formação é o que difere estes dois momentos", explica.

E finaliza: "Ciclones extratropicais são comuns aqui no Sul. Muitas vezes, a passagem de frente fria está relacionada a formação de ciclones, mas não mencionamos nos boletins porque não tem uma interferência direta".

(Edição: André Rigue)