Uso intensivo das escolas ainda não é seguro, diz secretário da Educação de SP

Bruno Caetano cita que crianças são frequentemente assintomáticas e que três a cada dez vivem com idosos

Guilherme Venaglia, da CNN, em São Paulo
17 de setembro de 2020 às 23:40

O secretário municipal de Educação de São Paulo, Bruno Caetano, afirmou nesta quinta-feira (17), em entrevista à CNN, que a administração da cidade está certa que "o uso intensivo das escolas ainda não é seguro".

Caetano afirmou ao âncora William Waack e à colunista Raquel Landim que a secretaria deseja retomar as aulas o quanto antes, mas que o inquérito sorológico promovido pela Prefeitura demonstrou que "não há condição de abrir as escolas". "Nem as públicas, nem as privadas", completou.

Elencando as informações que embasam a sua tese, Bruno Caetano cita que a maior parte das crianças ainda não teve contato com o novo coronavírus, que elas são frequentemente assintomáticas e que três a cada dez vivem com pessoas do grupo de risco, com 60 anos de idade ou mais.

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Questionado sobre a outra crítica, de quem não é a favor da reabertura, o secretário diz que em outubro a Prefeitura permitirá apenas atividades extracurriculares e que o prefeito Bruno Covas (PSDB) não anuncia adiamento do retorno para 2021 porque a cidade pretende ter o máximo de aulas que forem possíveis ainda neste ano.

"Nosso país ainda é muito desigual e a nossa educação serve para diminuir essas desigualdades.Se nós tivermos a oportunidade de ter esse ano um mês de aula que seja, melhor que tenha esse mês de aula", afirmou Bruno Caetano.

Questionado sobre as medidas para a recuperação da defasagem que se impôs, o secretário municipal afirmou que a cidade comprou 450 mil tablets para distribuir aos alunos do ensino fundamental e que a partir de 2021 serão oferecidas aulas a distância no contraturno, a fim de reforço escolar.