Transpetro e Inea tentam remediar impacto de vazamento em área de proteção no RJ


Stefano Salles, da CNN, no Rio
17 de outubro de 2020 às 16:56
Vazamento

Ratro de vazamento deixado em área de proteção que abriga micos-leões-dourados, no Rio

Foto: Site O Eco para a CNN

A Transpetro e o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) ainda tentam remediar os impactos de um vazamento de um oleoduto da empresa em Silva Jardim, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) da Bacia do Rio São João/Mico-Leão-Dourado, área de Mata Atlântica que abriga a espécie ameaçada em extinção.

A quantidade de litros vazados ainda não foi estimada. O acidente aconteceu no dia 7 deste mês e, segundo a companhia, é consequência de um furto em um duto operado pela subsidiária da Petrobras.

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Segundo a Transpetro, um trecho do duto está isolado e as atividades de recolhimento e limpeza têm sido realizadas por equipes, com uso de barreiras de contenção e absorventes, além de caminhões a vácuo, carretas-tanque, retroescavadeiras e demais equipamentos usados para recolhimento de petróleo vazado. Uma equipe de 60 pessoas atua na ação.

O Inea informou que enviou técnicos para vistoriar a área no dia do acidente, e que determinou a adoção de providências cabíveis para contenção e remoção do produto, por parte da Transpetro assim como fez com o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio), responsável pela APA, que ainda não respondeu.

A Transpetro informou que fez busca ativa na região, e que não encontrou animais atingidos. A empresa informou ainda que colabora com as investigações e que tem agido para coibir o furto de combustíveis e derivados, principalmente no Rio e em São Paulo, onde ocorre o maior número de ocorrências, e que defende um projeto, no Congresso Nacional, para endurecer as penas para esse tipo de crime.