Greve causa baixa adesão no retorno às aulas presenciais em Porto Alegre

Sindicato disse que, dentre as 98 escolas municipais da capital do Rio Grande do Sul, 72 declararam a incapacidade de retornar com aulas presenciais

Pedro Teodoro, Gabriel Passeri e Fabrício Julião, da CNN, em São Paulo
20 de outubro de 2020 às 21:00 | Atualizado 20 de outubro de 2020 às 21:37

As aulas presenciais em Porto Alegre foram retomadas na última segunda-feira (19), de acordo com plano da administração municipal. A adesão, entretanto, contou com poucas unidades de ensino devido a uma greve instaurada pelo Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa), que alega falta de condições sanitárias para um retorno seguro.

O prefeito Nelson Marchezan Jr. (PSDB) e o secretário municipal de Educação, Adriano Naves de Brito, receberam na semana passada um ofício com as reivindicações da classe.

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À CNN, o Simpa informou que, dentre as 98 escolas municipais da capital do Rio Grande do Sul, 72 declararam a incapacidade de retornar com aulas presenciais. O motivo seria a ausência de água, luz ou profissionais de limpeza nas unidades, precariedade que já existia antes da pandemia, segundo o sindicato. Os professores que aderiram à greve permanecerão trabalhando remotamente.

“O movimento paredista desencadeia-se em função do descumprimento dos parâmetros sanitários estabelecidos tanto pelo governo municipal como estadual para funcionamento regular adequado e seguro das unidades de ensino”, diz o documento. O Simpa conclui o ofício reiterando sua “firme convicção de que o diálogo é elemento necessário para a superação das adversidades”.

O movimento não tem prazo para acabar, e, segundo a direção do sindicato, só ocorrerá quando a prefeitura atender as exigências sanitárias. 

Em nota, a Secretaria Municipal de Educação de Porto Alegre afirma que "em qualquer circunstância, uma paralisação é prejudicial aos alunos". "No momento em que uma pandemia já levou à suspensão das aulas por mais de seis meses, manter as crianças longe da escola pode causar prejuízos ainda maiores. A decisão do sindicato só reforça que sua agenda não busca o desenvolvimento dos alunos, mas sim atua de forma oportunista e eleitoreira para defender seus interesses corporativistas", completa a pasta.

(Sob supervisão de Evelyne Lorenzetti).