Cianobactérias podem colocar a saúde de banhistas em risco no Rio de Janeiro

Lagoa da Tijuca, Canal de Joatinga e Quebra-Mar da Barra

Isabelle Saleme e Thayana Araújo, da CNN, no Rio de Janeiro
25 de outubro de 2020 às 13:41 | Atualizado 25 de outubro de 2020 às 16:40

Depois de denúncia de contaminação, o Secretário do Ambiente e Sustentabilidade do Estado do Rio, Thiago Pampolha, e uma equipe do Instituto Estadual do Ambiente, o Inea, prometeram ir ao Quebra Mar, na Barra da Tijuca, neste domingo (25), para coletar amostras e realizar a verificação da presença de cianobactérias na região.

A CNN teve acesso a vídeos e fotos da degradação ao meio ambiente na Lagoa da Tijuca, no Canal da Joatinga e no Quebra-Mar da Barra da Tijuca.

O biólogo Mário Moscatelli coletou amostras da água na última sexta-feira (23). Em todas elas, o Laboratório de Avaliação e Promoção da Saúde Ambiental, da Fiocruz, encontrou uma toxina liberada por cianobactérias acima da concentração permitida.

Águas foram consideradas impróprias para banhistas
Foto: Cortesia de Mário Moscatelli

Isso pode causar aos banhistas lesões de pele, problemas gastrointestinais, doenças respiratórias, febre, alergia e dor de cabeça. Segundo a análise do laboratório, o resultado "torna a presença de banhistas extremamente preocupante".

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O Canal de Joatinga e Praia dos Amores são pontos onde pessoas costumam se banhar, praticar stand up paddle ou andar de jetski. Ainda tem a proximidade do Quebra Mar com a Praia da Barra da Tijuca, que recebe ainda mais banhistas.

A Fiocruz indicou algumas medidas importantes para evitar contaminação: a necessidade de medições periódicas da quantidade de cianobactérias, a instalação de placas informando sobre o risco para a saúde do banhista e a interdição do uso dos trechos do canal da Joatinga, Praia dos Amores e Quebra-mar durante os períodos de maré baixa.

Águas foram consideradas impróprias para banho
Foto: Cortesia de Mário Moscatelli

A Delegacia Proteção ao Meio Ambiente informou que há investigação aberta para apurar a poluição nos pontos citados da Barra da Tijuca.

Já o Instituto Estadual do Ambiente informa que realiza o monitoramento das praias da zona oeste do Rio duas vezes por semana.

No caso do Quebra Mar, são analisados, além das condições de balneabilidade, o risco de exposição de banhistas as bactérias. Por isso esse trecho da praia é classificado como impróprio ao banho.