Cabral e ex-presidente da Fecomércio-RJ prestam depoimento hoje na Lava Jato

Ex-governador será interrogado sobre o suposto desvio de R$ 10 milhões de recursos públicos da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo

Cleber Rodrigues e Pauline Almeida, da CNN, no Rio de Janeiro
26 de outubro de 2020 às 10:16 | Atualizado 26 de outubro de 2020 às 10:28

 

Condenado a mais de 300 anos por crimes apurados pela Operação Lava Jato, o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, prestará mais um depoimento nesta segunda-feira (26). Desta vez, ele será ouvido no âmbito da Operação Jabuti, realizada em 2018 pela Polícia Federal.

Além do ex-governador, serão ouvidos pelo juiz Marcelo Bretas o ex-presidente da Fecomércio-RJ, Orlando Diniz, e Wilson Carlos, ex-chefe de governo de Cabral. Os depoimentos estão marcados para às 14h, na 7° Vara Federal, no RJ. 

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O ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral
Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil (30.nov.2010)

Cabral, Diniz e Carlos serão interrogados sobre o suposto desvio de R$ 10 milhões de recursos públicos da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio-RJ), investigados na Operação Jabuti. Entre as fraudes, o MPF apurou que a Fecomércio contratou funcionários fantasmas, entre eles operadores e parentes de Sérgio Cabral. 

Uma das frentes da Operação Jabuti foi a contratação de escritórios de advocacia com verbas públicas federais do Sesc e do Senac, originando a Operação Esquema $, realizada em setembro deste ano.

Segundo o MPF, dos R$ 355 milhões gastos pelo sistema, R$ 150 milhões foram desviados. Na ação, a PF fez buscas em escritórios de advocacia conhecidos, entre eles o de Cristiano Zanin e Roberto Teixeira (que defendem o ex-presidente Lula), Ana Tereza Basílio (advogada de Wilson Witzel) e Frederick Wassef (ex-advogado da família Bolsonaro). Estes criticaram a operação, chamando-a de abuso de autoridade, e alegaram que todos os serviços prestados são legais.